Atualmente, cerca de 20 milhões de pessoas morrem em todo o mundo por doenças ligadas ao coração e 500 milhões sofrem de problemas renais, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, estima-se que mais de 10 milhões de brasileiros apresentem algum grau de disfunção renal, o que contribui consideravelmente para a evolução de doenças cardiovasculares.
As doenças do coração são muito frequentes e quando associadas às doenças renais podem ter evolução mais rápida e de difícil controle. A doença renal crônica pode provocar anemia, causar descontrole dos níveis de colesterol e triglicerídeos e dificultar o controle da pressão arterial. Além disso, pode acelerar o processo de aterosclerose, causando calcificação e formação de placas gordurosas nas artérias coronarianas e artérias cerebrais, podendo levar a infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).
“Doenças cardíacas e doenças renais se encontram associadas em muitos pacientes, pois os problemas renais facilitam o desenvolvimento de doenças cardíacas e agravam a sua evolução, enquanto que as doenças cardíacas, por sua vez, também podem facilitar o surgimento de problemas renais, muitas vezes graves e irreversíveis. Os médicos envolvidos na assistência a estes pacientes sempre estão atentos para a detecção precoce destas complicações” explica o cardiologista, Dr. Alex Felix, do Lâmina Medicina Diagnóstica / Dasa.
Campanhas vem sendo realizadas para alertar a população sobre os aspectos e potenciais riscos destas doenças, com enfoque especial na sua prevenção, como a realizada no ultimo Dia Mundial do Rim, em 10 de marco deste ano, quando a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) lançou a campanha “Proteja seus rins, salve seu coração” com ações de conscientização em todo o pais.
“Existem medidas simples e eficazes para a prevenção de ambas as doenças, como por exemplo: o controle adequado da pressão arterial, a adoção de hábitos de vida saudável, como dieta equilibrada, exercícios regulares e combate a obesidade. Reduzir o consumo de sal, não fumar, realizar controle adequado do colesterol e do diabetes, também é de grande importância. Estas medidas devem sempre ser coordenadas através de acompanhamento médico regular, possibilitando também a avaliação periódica de outros fatores de risco e a realização de exames laboratoriais de rotina, como por exemplo a dosagem de uréia e creatinina no sangue, permitindo a detecção precoce de alterações da função renal” diz Dr. Felix.
Exames simples e de baixo custo, como a dosagem de uréia e creatinina no sangue, são ferramentas extremamente úteis para o diagnóstico precoce das alterações da função renal. Alterações mais sutis da função renal podem ser avaliadas com exame de urina de 24 horas, para determinação do clearence de creatinina, que possibilita determinar quantitativamente a função dos rins. É importante também a avaliação de outros fatores de risco cardiovascular, como a dosagem de índices de colesterol, triglicerídeos, ácido úrico, glicose e hemoglobina glicada, além da realização de exames de imagem, como ultrassonografia dos rins, ecocardiograma e eletrocardiograma, para uma avaliação completa dos sistemas cardiovascular e renal.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
O comércio de armas deve ser proibido no Brasil?
Em 2005, cerca de 64% da população brasileira optou por não proibir a comercialização de armas de fogo e munição em todo o território nacional, salvo para algumas entidades, como prevê o artigo 35 do Estatuto do Desarmamento, em vigor desde dezembro de 2003. Mais de cinco anos depois, o Rio de Janeiro fica marcado por uma tragédia, que deixou treze mortos em uma escola municipal de Realengo, e o debate sobre a proibição do comércio de armas volta a dividir a opinião pública.
Na última terça-feira, o presidente do Senado, José Sarney, propôs a realização de um novo referendo para consultar a população sobre a proibição da venda de armas. Sarney declarou não se importar com o último resultado, estando convencido de que agora a população pode ter outra opinião.
Episódios como o da escola em Realengo, que comovem a população e mobilizam autoridades e civis, pode ajudar a mudar o pensamento de muitos em relação à posse de armas. No entanto, no caso de Realengo, a proibição da venda de armas não teria impedido o atirador Wellington Menezes de Oliveira de adquirir os revólveres calibre 32 e 38 usados na ação. É o que garante a psicóloga Thereza Cristina Ribeiro, membro da Associação Internacional Psicanalítica (IPA). Ela explica que o crime foi realizado por um indivíduo mentalmente perturbado, e uma lei que proibisse a comercialização de armas não seria capaz de impedi-lo de realizar o que já pretendia.
- “Uma perturbação mental grave como se apresentou não é impedida apenas com o desarmamento. Tudo indica que era um esquizofrênico que funcionava de acordo com ideias delirantes, fora da realidade”.
Em debate no Senado, o assunto divide os partidos. Alguns senadores acreditam que a aprovação do plebiscito é uma decisão precipitada, e que o país pode não ter condições de executar a lei ainda este ano. De acordo com Álvaro Dias, líder do PSDB no Senado, o país não possui os recursos orçamentários necessários para realização da consulta em outubro. Outros líderes, entretanto, defendem a proposta do plebiscito, desde que haja um amplo debate sobre o tema antes de sua realização.
A psicóloga Thereza explica que em um momento de grande comoção, é possível a mudança de opinião da população com relação ao tema. Entretanto, além de qualquer política pública com relação ao porte de armas, é preciso haver uma mudança de pensamento em cada indivíduo. “O desarmamento é imprescindível em todos os setores, porém enquanto existirem fábricas de armas, ele não acontecerá. O mais determinante é que o desarmamento comece dentro de cada pessoa”, explica.
Na última terça-feira, o presidente do Senado, José Sarney, propôs a realização de um novo referendo para consultar a população sobre a proibição da venda de armas. Sarney declarou não se importar com o último resultado, estando convencido de que agora a população pode ter outra opinião.
Episódios como o da escola em Realengo, que comovem a população e mobilizam autoridades e civis, pode ajudar a mudar o pensamento de muitos em relação à posse de armas. No entanto, no caso de Realengo, a proibição da venda de armas não teria impedido o atirador Wellington Menezes de Oliveira de adquirir os revólveres calibre 32 e 38 usados na ação. É o que garante a psicóloga Thereza Cristina Ribeiro, membro da Associação Internacional Psicanalítica (IPA). Ela explica que o crime foi realizado por um indivíduo mentalmente perturbado, e uma lei que proibisse a comercialização de armas não seria capaz de impedi-lo de realizar o que já pretendia.
- “Uma perturbação mental grave como se apresentou não é impedida apenas com o desarmamento. Tudo indica que era um esquizofrênico que funcionava de acordo com ideias delirantes, fora da realidade”.
Em debate no Senado, o assunto divide os partidos. Alguns senadores acreditam que a aprovação do plebiscito é uma decisão precipitada, e que o país pode não ter condições de executar a lei ainda este ano. De acordo com Álvaro Dias, líder do PSDB no Senado, o país não possui os recursos orçamentários necessários para realização da consulta em outubro. Outros líderes, entretanto, defendem a proposta do plebiscito, desde que haja um amplo debate sobre o tema antes de sua realização.
A psicóloga Thereza explica que em um momento de grande comoção, é possível a mudança de opinião da população com relação ao tema. Entretanto, além de qualquer política pública com relação ao porte de armas, é preciso haver uma mudança de pensamento em cada indivíduo. “O desarmamento é imprescindível em todos os setores, porém enquanto existirem fábricas de armas, ele não acontecerá. O mais determinante é que o desarmamento comece dentro de cada pessoa”, explica.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Corpo de Bombeiros e Hemomar firmam parceria
O chefe da 5ª Seção do Estado Maior Geral do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBM-MA), major Juciran Rodrigues, se reuniu com a representante do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Maranhão a (Hemomar), Maria do Socorro de Oliveira. O encontro aconteceu, nesta quinta-feira (14), no auditório do Comando Geral, na Avenida dos Portugueses, no Bacanga, em São Luís. A iniciativa atende a determinação de comandante-geral do CBMA, coronel Marcos Sousa Paiva.
Na reunião foram discutidos os detalhes da campanha de doação de sangue, deflagrada esta semana, por meio de parceria da Hemomar CBM-MA. Ficou acertado que funcionários do Hemomar visitarão as unidades da Corporação com objetivo de sensibilizar o efetivo sobre a importância de doar sangue.
Após as palestras educativas, ficou definida pela realização de uma campanha, que contará com a participação da Corporação. “A expectativa é que mais de 50% do nosso efetivo participe”, frisou major Juciran Rodrigues.
De acordo com Maria do Socorro Oliveira, os dados enfatizam a deficiência quando o assunto é doação de sangue. Apenas 1,5% da população brasileira doa sangue e juntando todos os hospitais e clinicas que precisam realizar transfusões de sangue diariamente mais de 5.500 litros são precisos diariamente. “faltam doadores que contribuem com esse gesto de amor e consciência, pois doar sangue salva vidas e qualquer um pode precisar uma hora dessas”.
No Maranhão, segundo ela, a realidade não é muito diferente. “Por isso a importância de firmar parcerias com instituições como o Corpo de Bombeiros”, enfatizou.
Exemplo de Vida global.
Na reunião foram discutidos os detalhes da campanha de doação de sangue, deflagrada esta semana, por meio de parceria da Hemomar CBM-MA. Ficou acertado que funcionários do Hemomar visitarão as unidades da Corporação com objetivo de sensibilizar o efetivo sobre a importância de doar sangue.
Após as palestras educativas, ficou definida pela realização de uma campanha, que contará com a participação da Corporação. “A expectativa é que mais de 50% do nosso efetivo participe”, frisou major Juciran Rodrigues.
De acordo com Maria do Socorro Oliveira, os dados enfatizam a deficiência quando o assunto é doação de sangue. Apenas 1,5% da população brasileira doa sangue e juntando todos os hospitais e clinicas que precisam realizar transfusões de sangue diariamente mais de 5.500 litros são precisos diariamente. “faltam doadores que contribuem com esse gesto de amor e consciência, pois doar sangue salva vidas e qualquer um pode precisar uma hora dessas”.
No Maranhão, segundo ela, a realidade não é muito diferente. “Por isso a importância de firmar parcerias com instituições como o Corpo de Bombeiros”, enfatizou.
Exemplo de Vida global.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Terremotos são associados a aquecimento global
A intensidade dos movimentos das placas tectônicas que ora se observa na região do arquipélago japonês pode estar sendo potencializada pelo aumento da temperatura da Terra?
A julgar por um estudo feito por um grupo de cientistas australianos, alemães e franceses, sim. Eles detectaram que o aumento das chuvas de monções na Índia em decorrência do aquecimento global acelerou o movimento das placas tectônicas na região em um centímetro por ano.
Esperança de melhor prevenção
“Se reconhece pela primeira vez que a mudança climática pode, a longo prazo, atuar potencialmente como uma força e ter influência no movimento das placas tectônicas”, disse o geólogo australiano Giampiero Iaffaldano, integrante do grupo.
Os cientistas dizem que o estudo pode contribuir para entender melhor os efeitos do movimento das placas tectônicas, ajudando a identificar as regiões mais vulneráveis a terremotos devastadores como o que aconteceu em março no Japão.
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A julgar por um estudo feito por um grupo de cientistas australianos, alemães e franceses, sim. Eles detectaram que o aumento das chuvas de monções na Índia em decorrência do aquecimento global acelerou o movimento das placas tectônicas na região em um centímetro por ano.
Esperança de melhor prevenção
“Se reconhece pela primeira vez que a mudança climática pode, a longo prazo, atuar potencialmente como uma força e ter influência no movimento das placas tectônicas”, disse o geólogo australiano Giampiero Iaffaldano, integrante do grupo.
Os cientistas dizem que o estudo pode contribuir para entender melhor os efeitos do movimento das placas tectônicas, ajudando a identificar as regiões mais vulneráveis a terremotos devastadores como o que aconteceu em março no Japão.
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terça-feira, 12 de abril de 2011
Escolas estaduais voltam à normalidade
Atendendo ao apelo feito pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e em respeito à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que confirmou a ilegalidade da greve, a maioria dos professores retornou às salas de aula, nesta terça-feira (12). Com essa atitude, milhares de alunos estão tendo o calendário escolar reiniciado, cessando os prejuízos já causados aos estudantes maranhenses pela greve.
Nas escolas estaduais localizadas no centro de São Luís, que atendem a várias comunidades, e que tem em seus quadros milhares de alunos, caso do Liceu Maranhense e Centro de Ensino Benedito Leite, as aulas tiveram início com todos os alunos presentes e os professores em sala de aula.
Outra escola da rede estadual de ensino que voltou à normalidade foi o Centro de Ensino Margarida Pires Leal, no Bairro da Alemanha. De acordo com a diretoria da escola, as aulas iniciaram com um número expressivo de alunos e professores.
A secretária Olga Simão, agradeceu, aos educadores que, sensivelmente atenderam ao apelo do Governo e retornam às suas funções, interrompendo o movimento grevista. “Sempre acreditei na sensibilidade dos nossos professores, que retornaram à sala de aula, preocupados com a educação dos estudantes maranhenses, e cessando assim, os prejuízos já causados pela paralisação”, destacou.
Entre a comunidade estudantil, a volta às aulas é percebida como o reinício de um processo (calendário letivo de 2011) que deverá ser retomado para não prejudicar ainda mais a participação dos alunos nos exames de admissão de nível superior (Enem e Vestibular da Uema), no fim do ano.
“É importante que os alunos que ainda não compareceram às escolas façam isso o mais rápido possível. Esse é o apelo que fazemos aos nossos colegas. Temos que correr contra o tempo para podermos cumprir o calendário que foi estabelecido, e sabemos que a tarefa será árdua. Mas, temos que nos unir para que os prejuízos aos alunos sejam minimizados ao máximo”, declarou Gabriela Ramos, presidenta do Grêmio Estudantil do CE Benedito Leite.
No Centro Integrado do Rio Anil (Cintra), as 68 salas de aula estão voltando à normalidade. A Coordenação de Aprendizagem está fazendo um apelo para que os alunos que ainda não voltaram para as salas de aula retornem o quanto antes. Para mais informações, a escola disponibilizou aos estudantes o telefone da coordenação: 98 3245 9233.
Retomada negociações
Com a confirmação da ilegalidade da greve, no dia 5, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o governo aguarda que o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma) atenda à decisão judicial, com fim do movimento grevista, para daí retomar as negociações.
Para a secretária Olga Simão, a retomada do diálogo é o melhor caminho para a solução do impasse gerado pela greve, mesmo porque o movimento grevista dos professores da rede estadual de ensino foi considerado ilegal pelo Tribunal de Justiça do Maranhão e ratificado pelo STF.
“A proposta que fizemos ao Sinproesemma é que os professores retornem para as salas de aulas e que o governo e o sindicato construam uma proposta dentro das possibilidades orçamentárias do Estado”, assinalou Olga Simão.
fonte;secom
Nas escolas estaduais localizadas no centro de São Luís, que atendem a várias comunidades, e que tem em seus quadros milhares de alunos, caso do Liceu Maranhense e Centro de Ensino Benedito Leite, as aulas tiveram início com todos os alunos presentes e os professores em sala de aula.
Outra escola da rede estadual de ensino que voltou à normalidade foi o Centro de Ensino Margarida Pires Leal, no Bairro da Alemanha. De acordo com a diretoria da escola, as aulas iniciaram com um número expressivo de alunos e professores.
A secretária Olga Simão, agradeceu, aos educadores que, sensivelmente atenderam ao apelo do Governo e retornam às suas funções, interrompendo o movimento grevista. “Sempre acreditei na sensibilidade dos nossos professores, que retornaram à sala de aula, preocupados com a educação dos estudantes maranhenses, e cessando assim, os prejuízos já causados pela paralisação”, destacou.
Entre a comunidade estudantil, a volta às aulas é percebida como o reinício de um processo (calendário letivo de 2011) que deverá ser retomado para não prejudicar ainda mais a participação dos alunos nos exames de admissão de nível superior (Enem e Vestibular da Uema), no fim do ano.
“É importante que os alunos que ainda não compareceram às escolas façam isso o mais rápido possível. Esse é o apelo que fazemos aos nossos colegas. Temos que correr contra o tempo para podermos cumprir o calendário que foi estabelecido, e sabemos que a tarefa será árdua. Mas, temos que nos unir para que os prejuízos aos alunos sejam minimizados ao máximo”, declarou Gabriela Ramos, presidenta do Grêmio Estudantil do CE Benedito Leite.
No Centro Integrado do Rio Anil (Cintra), as 68 salas de aula estão voltando à normalidade. A Coordenação de Aprendizagem está fazendo um apelo para que os alunos que ainda não voltaram para as salas de aula retornem o quanto antes. Para mais informações, a escola disponibilizou aos estudantes o telefone da coordenação: 98 3245 9233.
Retomada negociações
Com a confirmação da ilegalidade da greve, no dia 5, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o governo aguarda que o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma) atenda à decisão judicial, com fim do movimento grevista, para daí retomar as negociações.
Para a secretária Olga Simão, a retomada do diálogo é o melhor caminho para a solução do impasse gerado pela greve, mesmo porque o movimento grevista dos professores da rede estadual de ensino foi considerado ilegal pelo Tribunal de Justiça do Maranhão e ratificado pelo STF.
“A proposta que fizemos ao Sinproesemma é que os professores retornem para as salas de aulas e que o governo e o sindicato construam uma proposta dentro das possibilidades orçamentárias do Estado”, assinalou Olga Simão.
fonte;secom
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Idade de aposentadoria deve aumentar nos países ricos
Deixe de lado os panfletos de cruzeiros e permita que o jardim mantenha seu visual natural por mais alguns anos. A demografia e os retornos cada vez menores dos investimentos estão conspirando para deixá-lo no trabalho por mais tempo do que você imaginava.
Essa triste constatação não é mais uma novidade nos países ricos, e muitos governos começaram a lidar com o problema do envelhecimento de sua população. Eles anunciaram aumentos na idade oficial de aposentadoria que tentam diminuir os custos das pensões estatais enquanto encorajam trabalhadores a se manter nos empregos ou montarem em suas bicicletas em busca de empregos novos.
Infelizmente, os planos mais ousados parecem inadequados. Pessoas mais velhas terão que se manter economicamente ativas por mais tempo do que o governo havia vislumbrado, e isso requer que não apenas os governos, mas também os empregados, se comportem de maneira diferente.
Tentando, mas sem afinco
Desde 1971 a expectativa de vida nos países ricos teve um aumento de praticamente cinco anos. Estimativas sugerem que, em 2050, ela aumentará em mais três anos. Até agora, as pessoas converteram esse prolongamento de vida em tempo de lazer. A idade média de aposentadoria nos países da Organização para a Cooperação Econômica e o Desenvolvimento (OCDE) em 2010 era 63 anos, quase um ano a menos que em 1970.
Viver por mais tempo e se aposentar antes, podem não ser um problema se a oferta de trabalhadores está aumentando. Mas o declínio na taxa de fertilidade sugere que em 2050 serão apenas 2,6 trabalhadores norte-americanos mantendo cada pensionista, e na França, na Alemanha e na Itália, esses números serão de 1,9, 1,6, e 1,5, respectivamente. Os jovens estarão sustentando sistemas de pensão que estão repletos de problemas.
A maioria dos governos já planeja aumentos na idade de aposentadoria. Os Estados Unidos querem fixá-la em 67 anos, e o Reino Unido, em 68. Outros têm se movido mais devagar. A Bélgica permite que as mulheres se aposentem aos 60 anos, por exemplo, e não tem planos de alterar essa idade. Segundo as políticas atuais, a idade média de aposentadoria em 2050 ainda estará abaixo dos 65 anos, pouco acima do registrado durante a Segunda Guerra Mundial.
Como a expectativa de vida continua a crescer – pessoas nos países ricos têm um aumento de quase um mês por ano – até mesmo os planos de norte-americanos e britânicos são inadequados. Na Europa, a idade de aposentadoria deve ser aumentada para 70 anos em 2040; os Estados Unidos, com uma população mais jovem, pode se dar ao luxo de mantê-la um poço mais baixa.
Trabalhar por mais tempo traz três grandes vantagens. O empregado ganha mais anos de salário; o governo recebe mais em impostos e paga menos em benefícios; e a economia cresce mais rápido já que mais pessoas trabalham por mais tempo. Trabalhadores mais velhos são um mercado consumidor negligenciado.
Ainda assim, muitas pessoas vêem um aumento no tempo de vida profissional como uma preocupação, e não como uma oportunidade – e não porque eles estarão acorrentados às suas mesas de escritório.
Alguns afirmam que haverá uma escassez de empregos. Esse argumento enganado, conhecido entre os economistas como “a bolha da falácia trabalhista”, foi, no passado, usado para defender a ideia de que as mulheres deveriam ficar em casa, e deixar os empregos para os homens provedores. Agora os defensores desse argumento afirmam que manter os mais velhos nos empregos comprometerá o emprego dos mais jovens. A ideia de que a sociedade pode se tornar mais próspera pagando mais aos cidadãos para ficarem inativos não faz sentido. Dentro desse pensamento, se a idade de aposentadoria caísse para 25 anos, seríamos todos ricos como Creso.
Aumentar a idade oficial de aposentadoria é apenas parte da solução, já que muitos trabalhadores se aposentam antes de sua idade oficial. Martin Baily e Jacob Kirkegaard do Instituto Peterson, em Washington, afirmam que aumentar as idades de aposentadoria na UE para a idade oficial (65) compensaria o impacto de uma população envelhecida pelos próximos 20 anos.
Para que isso aconteça, práticas e atitudes de trabalho devem mudar. Gestores ocidentais se preocupam demais com a qualidade dos trabalhadores mais velhos. Em cargos fisicamente exigentes, é verdade que boa parte deles não consiga trabalhar no fim da casa dos 60 anos. Os inválidos precisarão de benefícios. Outros terão que encontrar um novo emprego. Mas esse deverá ser um problema menor que o de costume, agora que as economias são baseadas em serviços, e não em produção. Em trabalhos intelectuais, a idade é uma desvantagem menor. Embora pessoas mais velhas raciocinem mais lentamente, elas têm mais experiência e habilidades pessoas muito maiores. Ainda assim, a produção da maioria dos trabalhadores eventualmente diminui com a idade, e os pagamentos precisam refletir essa queda. Portanto, os sistemas tradicionais, nos quais as pessoas são promovidas e recebem mais com o passar dos anos precisam mudar.
Os US$ 3 trilhões perdidos
O enorme custo das pensões está sendo negociado com o setor privado. Planos de salários finais dificilmente são oferecidos a novos empregados nos dias de hoje. No setor público, no entanto, eles ainda são o padrão. No Reino Unido, o recente relatório elaborado pelo Lorde Hutton oferece algumas sensíveis sugestões para a reforma. Os direitos adquiridos dos trabalhadores devem ser mantidos, mas seus futuros direitos de pensão devem ser baseados na idade de aposentadoria do Estado (muitos servidores públicos se aposentam precocemente) e numa média da carreira, ao invés do salário final. Isso preveniria o sistema contra abusos e tornariam o trabalho em tempo parcial mais fácil.
O problema das pensões no setor público é mais grave nos estados norte-americanos. Os déficits em seus fundos de previdência podem chegar a US$ 3 trilhões, eles encaram restrições legais e constitucionais que as impedem de seguir o exemplo britânico. Ao contrário dos salários, as promessas com relação às pensões são consideradas permanentes e sagradas. Mas com o aumento das pressões orçamentárias, os políticos terão que mudar leis e constituições.
Trabalhadores do setor privado enfrentam um problema diferente. O fim das pensões de salário final os deixa frente a frente com dois riscos: o de que os mercados em queda minem seus planos de aposentadoria, e de que eles vivam mais que suas economias. Logo, os governos devem encorajar seus trabalhadores a serem mais econômicos, guiando-os para sistemas de pensão. E a pensão básica do Estado deve ser suficiente para dar uma renda digna a esses idosos com economias insuficientes, sem penalizar aqueles que foram prósperos. Isso é o mínimo que as pessoas merecem por terem trabalhado até os 70 anos.
Essa triste constatação não é mais uma novidade nos países ricos, e muitos governos começaram a lidar com o problema do envelhecimento de sua população. Eles anunciaram aumentos na idade oficial de aposentadoria que tentam diminuir os custos das pensões estatais enquanto encorajam trabalhadores a se manter nos empregos ou montarem em suas bicicletas em busca de empregos novos.
Infelizmente, os planos mais ousados parecem inadequados. Pessoas mais velhas terão que se manter economicamente ativas por mais tempo do que o governo havia vislumbrado, e isso requer que não apenas os governos, mas também os empregados, se comportem de maneira diferente.
Tentando, mas sem afinco
Desde 1971 a expectativa de vida nos países ricos teve um aumento de praticamente cinco anos. Estimativas sugerem que, em 2050, ela aumentará em mais três anos. Até agora, as pessoas converteram esse prolongamento de vida em tempo de lazer. A idade média de aposentadoria nos países da Organização para a Cooperação Econômica e o Desenvolvimento (OCDE) em 2010 era 63 anos, quase um ano a menos que em 1970.
Viver por mais tempo e se aposentar antes, podem não ser um problema se a oferta de trabalhadores está aumentando. Mas o declínio na taxa de fertilidade sugere que em 2050 serão apenas 2,6 trabalhadores norte-americanos mantendo cada pensionista, e na França, na Alemanha e na Itália, esses números serão de 1,9, 1,6, e 1,5, respectivamente. Os jovens estarão sustentando sistemas de pensão que estão repletos de problemas.
A maioria dos governos já planeja aumentos na idade de aposentadoria. Os Estados Unidos querem fixá-la em 67 anos, e o Reino Unido, em 68. Outros têm se movido mais devagar. A Bélgica permite que as mulheres se aposentem aos 60 anos, por exemplo, e não tem planos de alterar essa idade. Segundo as políticas atuais, a idade média de aposentadoria em 2050 ainda estará abaixo dos 65 anos, pouco acima do registrado durante a Segunda Guerra Mundial.
Como a expectativa de vida continua a crescer – pessoas nos países ricos têm um aumento de quase um mês por ano – até mesmo os planos de norte-americanos e britânicos são inadequados. Na Europa, a idade de aposentadoria deve ser aumentada para 70 anos em 2040; os Estados Unidos, com uma população mais jovem, pode se dar ao luxo de mantê-la um poço mais baixa.
Trabalhar por mais tempo traz três grandes vantagens. O empregado ganha mais anos de salário; o governo recebe mais em impostos e paga menos em benefícios; e a economia cresce mais rápido já que mais pessoas trabalham por mais tempo. Trabalhadores mais velhos são um mercado consumidor negligenciado.
Ainda assim, muitas pessoas vêem um aumento no tempo de vida profissional como uma preocupação, e não como uma oportunidade – e não porque eles estarão acorrentados às suas mesas de escritório.
Alguns afirmam que haverá uma escassez de empregos. Esse argumento enganado, conhecido entre os economistas como “a bolha da falácia trabalhista”, foi, no passado, usado para defender a ideia de que as mulheres deveriam ficar em casa, e deixar os empregos para os homens provedores. Agora os defensores desse argumento afirmam que manter os mais velhos nos empregos comprometerá o emprego dos mais jovens. A ideia de que a sociedade pode se tornar mais próspera pagando mais aos cidadãos para ficarem inativos não faz sentido. Dentro desse pensamento, se a idade de aposentadoria caísse para 25 anos, seríamos todos ricos como Creso.
Aumentar a idade oficial de aposentadoria é apenas parte da solução, já que muitos trabalhadores se aposentam antes de sua idade oficial. Martin Baily e Jacob Kirkegaard do Instituto Peterson, em Washington, afirmam que aumentar as idades de aposentadoria na UE para a idade oficial (65) compensaria o impacto de uma população envelhecida pelos próximos 20 anos.
Para que isso aconteça, práticas e atitudes de trabalho devem mudar. Gestores ocidentais se preocupam demais com a qualidade dos trabalhadores mais velhos. Em cargos fisicamente exigentes, é verdade que boa parte deles não consiga trabalhar no fim da casa dos 60 anos. Os inválidos precisarão de benefícios. Outros terão que encontrar um novo emprego. Mas esse deverá ser um problema menor que o de costume, agora que as economias são baseadas em serviços, e não em produção. Em trabalhos intelectuais, a idade é uma desvantagem menor. Embora pessoas mais velhas raciocinem mais lentamente, elas têm mais experiência e habilidades pessoas muito maiores. Ainda assim, a produção da maioria dos trabalhadores eventualmente diminui com a idade, e os pagamentos precisam refletir essa queda. Portanto, os sistemas tradicionais, nos quais as pessoas são promovidas e recebem mais com o passar dos anos precisam mudar.
Os US$ 3 trilhões perdidos
O enorme custo das pensões está sendo negociado com o setor privado. Planos de salários finais dificilmente são oferecidos a novos empregados nos dias de hoje. No setor público, no entanto, eles ainda são o padrão. No Reino Unido, o recente relatório elaborado pelo Lorde Hutton oferece algumas sensíveis sugestões para a reforma. Os direitos adquiridos dos trabalhadores devem ser mantidos, mas seus futuros direitos de pensão devem ser baseados na idade de aposentadoria do Estado (muitos servidores públicos se aposentam precocemente) e numa média da carreira, ao invés do salário final. Isso preveniria o sistema contra abusos e tornariam o trabalho em tempo parcial mais fácil.
O problema das pensões no setor público é mais grave nos estados norte-americanos. Os déficits em seus fundos de previdência podem chegar a US$ 3 trilhões, eles encaram restrições legais e constitucionais que as impedem de seguir o exemplo britânico. Ao contrário dos salários, as promessas com relação às pensões são consideradas permanentes e sagradas. Mas com o aumento das pressões orçamentárias, os políticos terão que mudar leis e constituições.
Trabalhadores do setor privado enfrentam um problema diferente. O fim das pensões de salário final os deixa frente a frente com dois riscos: o de que os mercados em queda minem seus planos de aposentadoria, e de que eles vivam mais que suas economias. Logo, os governos devem encorajar seus trabalhadores a serem mais econômicos, guiando-os para sistemas de pensão. E a pensão básica do Estado deve ser suficiente para dar uma renda digna a esses idosos com economias insuficientes, sem penalizar aqueles que foram prósperos. Isso é o mínimo que as pessoas merecem por terem trabalhado até os 70 anos.
domingo, 10 de abril de 2011
Defesa do meio ambiente, dever de todos
O zelo pelo meio ambiente insere-se dentro de uma específica visão de mundo e de homem. A partir desta ideia básica, desenvolvo as considerações desta página.
Se temos uma concepção hedonista da vida, se nosso horizonte de preocupações se fecha nos limites de nossa própria casa, se o prazer pessoal e ilimitado é nossa referência – não há razão para que pensemos sobre meio ambiente. Se, ao contrário, nós nos vemos como partícula do universo, se nosso destino como pessoa projeta-se no destino comum dos seres, se raciocinamos numa perspectiva de futuro – gerações sucedem gerações, então, nesta compreensão do papel que desempenhamos no universo – meio ambiente é tema que nos toca profundamente.
O Direito não está alheio às questões ambientais. Há um ramo do Direito que se debruça justamente sobre o desafio de preservar a sanidade do ambiente em sua dimensão global, visando à sua sustentabilidade, quer para as gerações presentes, quer para as futuras gerações. Trata-se do Direito Ambiental.
A Constituição Federal estabelece que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Este é considerado bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida. Cabe ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo.
Miguel Reale escreveu muito inspiradamente em suas “Memórias”:
“A civilização tem isto de terrível: o poder indiscriminado do homem abafando os valores da Natureza. Se antes recorríamos a esta para dar uma base estável ao Direito (razão de ser do Direito Natural), assistimos hoje a uma trágica inversão, sendo o homem obrigado a recorrer ao Direito para salvar a natureza que morre”.
O “Direito Ambiental” constitui parte da educação para a Cidadania e os Direitos Humanos. Em primeiro lugar porque a proteção do ambiente é a segurança da sobrevivência sadia das gerações futuras. Em segundo lugar, porque a ciência do Direito tende a ampliar a ideia de Direitos Humanos para além da espécie humana consagrando autênticos direitos da natureza.
Muitas faculdades de Direito incluem o “Direito Ambiental” no currículo acadêmico, seja como disciplina obrigatória, complementar ou eletiva. Devido à importância desse estudo, o interesse por ele transpõe os muros do espaço jurídico, alcançando profissionais de várias áreas.
A consciência ambiental disseminada na opinião pública assume especial relevância na atualidade, para que todos sejamos guardas da natureza, defendendo-a de agressões e esbulhos. A preservação ambiental convoca as três esferas de governo – federal, estadual e municipal. Igualmente, o compromisso com a defesa do ambiente reclama a atuação dos três poderes – legisladores que façam leis protetoras, autoridades do Executivo que estejam vigilantes, magistrados preparados para aplicar, com descortino, o Direito Ambiental nas suas decisões.
* João Baptista Herkenhoff, 74 anos, magistrado aposentado, é Livre-Docente da Universidade Federal do Espírito Santo, conferencista e escritor. Autor do livro Dilemas de um juiz: a aventura obrigatória (Rio, GZ Editora).
Contato: jbherkenhoff@uol.com.br www.jbherkenhoff.com.br
vamos juntos compartilhar.
Se temos uma concepção hedonista da vida, se nosso horizonte de preocupações se fecha nos limites de nossa própria casa, se o prazer pessoal e ilimitado é nossa referência – não há razão para que pensemos sobre meio ambiente. Se, ao contrário, nós nos vemos como partícula do universo, se nosso destino como pessoa projeta-se no destino comum dos seres, se raciocinamos numa perspectiva de futuro – gerações sucedem gerações, então, nesta compreensão do papel que desempenhamos no universo – meio ambiente é tema que nos toca profundamente.
O Direito não está alheio às questões ambientais. Há um ramo do Direito que se debruça justamente sobre o desafio de preservar a sanidade do ambiente em sua dimensão global, visando à sua sustentabilidade, quer para as gerações presentes, quer para as futuras gerações. Trata-se do Direito Ambiental.
A Constituição Federal estabelece que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Este é considerado bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida. Cabe ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo.
Miguel Reale escreveu muito inspiradamente em suas “Memórias”:
“A civilização tem isto de terrível: o poder indiscriminado do homem abafando os valores da Natureza. Se antes recorríamos a esta para dar uma base estável ao Direito (razão de ser do Direito Natural), assistimos hoje a uma trágica inversão, sendo o homem obrigado a recorrer ao Direito para salvar a natureza que morre”.
O “Direito Ambiental” constitui parte da educação para a Cidadania e os Direitos Humanos. Em primeiro lugar porque a proteção do ambiente é a segurança da sobrevivência sadia das gerações futuras. Em segundo lugar, porque a ciência do Direito tende a ampliar a ideia de Direitos Humanos para além da espécie humana consagrando autênticos direitos da natureza.
Muitas faculdades de Direito incluem o “Direito Ambiental” no currículo acadêmico, seja como disciplina obrigatória, complementar ou eletiva. Devido à importância desse estudo, o interesse por ele transpõe os muros do espaço jurídico, alcançando profissionais de várias áreas.
A consciência ambiental disseminada na opinião pública assume especial relevância na atualidade, para que todos sejamos guardas da natureza, defendendo-a de agressões e esbulhos. A preservação ambiental convoca as três esferas de governo – federal, estadual e municipal. Igualmente, o compromisso com a defesa do ambiente reclama a atuação dos três poderes – legisladores que façam leis protetoras, autoridades do Executivo que estejam vigilantes, magistrados preparados para aplicar, com descortino, o Direito Ambiental nas suas decisões.
* João Baptista Herkenhoff, 74 anos, magistrado aposentado, é Livre-Docente da Universidade Federal do Espírito Santo, conferencista e escritor. Autor do livro Dilemas de um juiz: a aventura obrigatória (Rio, GZ Editora).
Contato: jbherkenhoff@uol.com.br www.jbherkenhoff.com.br
vamos juntos compartilhar.
Imagem capturada em 4D recria face humana
Um novo sistema 4D de processamento de imagens irá permitir detectar inúmeras expressões faciais em tempo real. A tecnologia pode ajudar em testes biométricos em aeroportos ou como ferramenta de diagnóstico médico.
A tecnologia está sendo desenvolvida pelo pesquisador Melvyn Smith, da Universidade de West Englenda, em Bristol. Ele usa uma única câmera para capturar uma série de imagens bidimensionais de uma pessoa, enquanto sua face é iluminada por pulsos de luz de LED. Unindo a informação das sombras, um algoritmo determina a cor da pele e o formato do rosto para produzir um modelo.
Enquanto a face 3D é construída, uma nova sequência de imagens bidimensionais é capturada. Isto permite que o computador exiba a face tridimensional em tempo real, com a possibilidade de mudanças de escala e posição.
A técnica pode ajudar na recuperação de acidente vascular cerebral, cirurgia facial e doenças neurológicas.
A tecnologia está sendo desenvolvida pelo pesquisador Melvyn Smith, da Universidade de West Englenda, em Bristol. Ele usa uma única câmera para capturar uma série de imagens bidimensionais de uma pessoa, enquanto sua face é iluminada por pulsos de luz de LED. Unindo a informação das sombras, um algoritmo determina a cor da pele e o formato do rosto para produzir um modelo.
Enquanto a face 3D é construída, uma nova sequência de imagens bidimensionais é capturada. Isto permite que o computador exiba a face tridimensional em tempo real, com a possibilidade de mudanças de escala e posição.
A técnica pode ajudar na recuperação de acidente vascular cerebral, cirurgia facial e doenças neurológicas.
sábado, 9 de abril de 2011
Homens que venderam arma para autor do massacre no Rio vão para presídio
Os dois homens que confessaram participação na venda do revólver calibre 32 para Wellington Menezes de Oliveira, 24, autor do massacre em Realengo, foram transferidos neste sábado (9) da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, na Barra da Tijuca (zona oeste), para o presídio Ary Franco, em Água Santa (zona norte). Antes, eles fizeram exame de corpo delito no IML (Instituto Médico Legal), como é de praxe nesses casos.
A Justiça determinou a prisão preventiva dos acusados. Eles serão indiciados por comércio ilegal de arma de fogo, sujeitos a pena de 4 a 8 anos. Ambos foram apresentados hoje pela polícia e disseram estar arrependidos do que fizeram.
"Se soubesse que ele comprou a arma para fazer o que fez, eu nunca teria feito isso", disse Izaías de Souza, 48, que trabalha como vigia em Sepetiba. "Ele era um cara pacato, calmo, disse que precisava da arma para sua segurança", afirmou o chaveiro Charleston Souza de Lucena, 38.
Eles admitiram aos policiais da Divisão de Homicídios (DH) da Polícia Civil do Rio de Janeiro terem participado da negociação da venda do revólver e de cinco balas. De acordo com a polícia, o revólver foi roubado em 1994.
Ambos moravam em Sepetiba e já possuíam antecedentes criminais. Lucena já respondeu por ameaça, agressão, desacato, resistência a execução de ato legal e por dirigir sem habilitação. Nos antecedentes criminais de Souza consta acusação por ameaça e uso de documento falso.
Segundo o delegado titular da delegacia de homicídios, Felipe Ettore, a negociação da compra da arma aconteceu em janeiro deste ano.
De acordo com os depoimentos dos acusados, Wellington conheceu o chaveiro quando se mudou de Realengo para Sepetiba. Ele contratou Charleston para a mudança de fechaduras da casa onde morava e perguntou como conseguiria uma arma. O chaveiro entrou em contato com Izaías, que conseguiu a arma e a passou para o chaveiro, que a entregou a Wellington. "Ele era um cara pacato, calmo, disse que precisava da arma para sua segurança", afirmou o chaveiro.
Na negociação, Wellington pagou R$ 260 pelo revólver e cinco munições. Izaías e Charleston ficaram com R$ 30 cada um. Os outros R$ 200 foram para quem estava com a arma, identificado como Robson. A polícia investiga quem é e onde está o acusado, mas desconfia que ele esteja morto, pois, segundo relatos, nunca mais foi vista depois do Carnaval.
Policiais do 21o BPM (São João de Meriti) chegaram até Charleston nesta sexta-feira (8) após uma denúncia anônima. Foi o chaveiro que falou da participação de Izaías e deu seu endereço aos policiais.
Durante a apresentação dos acusados, o vigia Izaías, que é pai de seis filhos e tem quatro enteados, argumentou que tem apenas parte da culpa, mas nenhuma relação com os atos do autor do massacre. "Não tenho culpa diretamente pelos assassinatos", disse. "Espero que a justiça faça o que tem que fazer. Agora estou preso. Espero que a justiça seja cumprida".
Charleston, pai de três filhos, disse que pensou na sua família quando ficou sabendo do massacre e se mostrou arrependido.
No momento da tragédia, Wellington portava uma arma calibre 32 e outra calibre 38, além de um cinturão com muita munição. A arma de calibre 38 teria a numeração raspada, o que dificulta encontrar sua origem.
Entenda o caso
Na quinta-feira (7), por volta de 8h30, Wellington Menezes de Oliveira entrou na escola Tasso da Silveira, em Realengo, dizendo que iria apresentar uma palestra. Já na sala de aula, o jovem de 24 anos sacou a arma e começou a ameaçar os estudantes.
Segundo testemunhas, o ex-aluno da escola queria matar apenas as virgens. Wellington deixou uma carta com teor religioso, onde orienta como quer ser enterrado e deixa sua casa para associação de proteção de animais.
O ataque, sem precedentes na história do Brasil, foi interrompido após um sargento da polícia, avisado por um estudante que conseguiu fugir da escola, balear Wellington na perna. De acordo com a polícia, o atirador se suicidou com um tiro na cabeça após ser atingido. Wellington portava duas armas e um cinturão com muita munição.
Doze estudantes morreram --dez meninas e dois meninos-- e outros 13 ficaram feridos no ataque. Dez ainda estão internados.
Na sexta (8), 11 vítimas foram sepultadas nos cemitérios da Saudade, Murundu e Santa Cruz. Já no sábado pela manhã, o corpo de Ana Carolina Pacheco da Silva, 13, o último a deixar o Instituto Médico Legal (IML), foi cremado no crematório do Carmo, no centro do Rio.
A Justiça determinou a prisão preventiva dos acusados. Eles serão indiciados por comércio ilegal de arma de fogo, sujeitos a pena de 4 a 8 anos. Ambos foram apresentados hoje pela polícia e disseram estar arrependidos do que fizeram.
"Se soubesse que ele comprou a arma para fazer o que fez, eu nunca teria feito isso", disse Izaías de Souza, 48, que trabalha como vigia em Sepetiba. "Ele era um cara pacato, calmo, disse que precisava da arma para sua segurança", afirmou o chaveiro Charleston Souza de Lucena, 38.
Eles admitiram aos policiais da Divisão de Homicídios (DH) da Polícia Civil do Rio de Janeiro terem participado da negociação da venda do revólver e de cinco balas. De acordo com a polícia, o revólver foi roubado em 1994.
Ambos moravam em Sepetiba e já possuíam antecedentes criminais. Lucena já respondeu por ameaça, agressão, desacato, resistência a execução de ato legal e por dirigir sem habilitação. Nos antecedentes criminais de Souza consta acusação por ameaça e uso de documento falso.
Segundo o delegado titular da delegacia de homicídios, Felipe Ettore, a negociação da compra da arma aconteceu em janeiro deste ano.
De acordo com os depoimentos dos acusados, Wellington conheceu o chaveiro quando se mudou de Realengo para Sepetiba. Ele contratou Charleston para a mudança de fechaduras da casa onde morava e perguntou como conseguiria uma arma. O chaveiro entrou em contato com Izaías, que conseguiu a arma e a passou para o chaveiro, que a entregou a Wellington. "Ele era um cara pacato, calmo, disse que precisava da arma para sua segurança", afirmou o chaveiro.
Na negociação, Wellington pagou R$ 260 pelo revólver e cinco munições. Izaías e Charleston ficaram com R$ 30 cada um. Os outros R$ 200 foram para quem estava com a arma, identificado como Robson. A polícia investiga quem é e onde está o acusado, mas desconfia que ele esteja morto, pois, segundo relatos, nunca mais foi vista depois do Carnaval.
Policiais do 21o BPM (São João de Meriti) chegaram até Charleston nesta sexta-feira (8) após uma denúncia anônima. Foi o chaveiro que falou da participação de Izaías e deu seu endereço aos policiais.
Durante a apresentação dos acusados, o vigia Izaías, que é pai de seis filhos e tem quatro enteados, argumentou que tem apenas parte da culpa, mas nenhuma relação com os atos do autor do massacre. "Não tenho culpa diretamente pelos assassinatos", disse. "Espero que a justiça faça o que tem que fazer. Agora estou preso. Espero que a justiça seja cumprida".
Charleston, pai de três filhos, disse que pensou na sua família quando ficou sabendo do massacre e se mostrou arrependido.
No momento da tragédia, Wellington portava uma arma calibre 32 e outra calibre 38, além de um cinturão com muita munição. A arma de calibre 38 teria a numeração raspada, o que dificulta encontrar sua origem.
Entenda o caso
Na quinta-feira (7), por volta de 8h30, Wellington Menezes de Oliveira entrou na escola Tasso da Silveira, em Realengo, dizendo que iria apresentar uma palestra. Já na sala de aula, o jovem de 24 anos sacou a arma e começou a ameaçar os estudantes.
Segundo testemunhas, o ex-aluno da escola queria matar apenas as virgens. Wellington deixou uma carta com teor religioso, onde orienta como quer ser enterrado e deixa sua casa para associação de proteção de animais.
O ataque, sem precedentes na história do Brasil, foi interrompido após um sargento da polícia, avisado por um estudante que conseguiu fugir da escola, balear Wellington na perna. De acordo com a polícia, o atirador se suicidou com um tiro na cabeça após ser atingido. Wellington portava duas armas e um cinturão com muita munição.
Doze estudantes morreram --dez meninas e dois meninos-- e outros 13 ficaram feridos no ataque. Dez ainda estão internados.
Na sexta (8), 11 vítimas foram sepultadas nos cemitérios da Saudade, Murundu e Santa Cruz. Já no sábado pela manhã, o corpo de Ana Carolina Pacheco da Silva, 13, o último a deixar o Instituto Médico Legal (IML), foi cremado no crematório do Carmo, no centro do Rio.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Associação Brasileira de Psiquiatria vai orientar pais e professores sobre estresse das crianças
A Associação Brasileira de Psiquiatria vai orientar pais e professores a identificar crianças que desenvolvam quadro de estresse nos próximos meses depois da tragédia vivenciada na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro.
Um grupo de psiquiatras irá conversar com pais e professores dos estudantes sobre comportamentos que sinalizam estresse na criança. De acordo com o integrante da associação e chefe do setor de Neuropsiquiatria da Infância e da Adolescência da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, Fábio Barbirato, é natural a criança ou adolescente ficar depressivo e triste nos primeiros 30 dias.
Se ele apresentar tristeza, melancolia, crises de choro e medos exagerados, como o de voltar à escola, nos próximos três meses, é necessário procurar ajuda médica. “O primeiro mês é um período de luto. Quanto mais cedo voltar à vida normal, melhor”, disse. A associação vai providenciar atendimento das crianças na rede pública de saúde. Além dos alunos, os psiquiatras pretendem acompanhar também a reação dos pais, parentes e professores.
A ideia, segundo Barbirato, é iniciar o trabalho antes do feriado da semana santa, em parceria com a secretaria municipal de educação. A secretária Claudia Costin informou hoje (8) que a prefeitura está montando uma equipe de assistentes sociais e psicólogos para prestar atendimento aos parentes e professores das crianças atingidas no massacre de ontem (7).
Serão atendidas todas as pessoas que, direta ou indiretamente, estiveram envolvidas no episódio, que resultou na morte de 12 crianças, de acordo com a secretária. O atendimento dos alunos e famílias será feito em casa e dos professores na própria escola.
Um grupo de psiquiatras irá conversar com pais e professores dos estudantes sobre comportamentos que sinalizam estresse na criança. De acordo com o integrante da associação e chefe do setor de Neuropsiquiatria da Infância e da Adolescência da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, Fábio Barbirato, é natural a criança ou adolescente ficar depressivo e triste nos primeiros 30 dias.
Se ele apresentar tristeza, melancolia, crises de choro e medos exagerados, como o de voltar à escola, nos próximos três meses, é necessário procurar ajuda médica. “O primeiro mês é um período de luto. Quanto mais cedo voltar à vida normal, melhor”, disse. A associação vai providenciar atendimento das crianças na rede pública de saúde. Além dos alunos, os psiquiatras pretendem acompanhar também a reação dos pais, parentes e professores.
A ideia, segundo Barbirato, é iniciar o trabalho antes do feriado da semana santa, em parceria com a secretaria municipal de educação. A secretária Claudia Costin informou hoje (8) que a prefeitura está montando uma equipe de assistentes sociais e psicólogos para prestar atendimento aos parentes e professores das crianças atingidas no massacre de ontem (7).
Serão atendidas todas as pessoas que, direta ou indiretamente, estiveram envolvidas no episódio, que resultou na morte de 12 crianças, de acordo com a secretária. O atendimento dos alunos e famílias será feito em casa e dos professores na própria escola.
Deputados rejeitam fim da prisão especial
O ponto mais polêmico das modificações no Código Penal, projeto que foi aprovado nesta quinta-feira, 7, na Câmara, foi retirado do texto por acordo entre todos os partidos políticos, à exceção do PPS.
O artigo retirado previa o fim da prisão especial para autoridades, inclusive os próprios deputados, e para pessoas que têm diploma de nível superior.
Alternativas à prisão preventiva
Além dos deputados, senadores e governadores não teriam mais direito a prisão especial caso o artigo não tivesse sido retirado do projeto de modificação do Código Penal.
Entre as novidades trazidas pelo projeto está a criação de medidas cautelares alternativas à prisão preventiva. O texto segue para sanção da presidente Dilma Rousseff.
O artigo retirado previa o fim da prisão especial para autoridades, inclusive os próprios deputados, e para pessoas que têm diploma de nível superior.
Alternativas à prisão preventiva
Além dos deputados, senadores e governadores não teriam mais direito a prisão especial caso o artigo não tivesse sido retirado do projeto de modificação do Código Penal.
Entre as novidades trazidas pelo projeto está a criação de medidas cautelares alternativas à prisão preventiva. O texto segue para sanção da presidente Dilma Rousseff.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Ex-aluno abre fogo em escola do Rio e mata 12 adolescentes
RIO DE JANEIRO, 7 Abr 2011 (AFP) -Um ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, abriu fogo nesta quinta-feira e matou 12 adolescentes, antes de cometer suicídio.
Dez meninas e dois meninos, com idades entre 12 e 14 anos, foram mortos e pelo menos 11 ficaram feridos no massacre, segundo as autoridades.
O atirador foi identificado pelos bombeiros como Wellington Menezes de Oliveira, de 24 anos, que já havia sido aluno do centro de ensino e cometeu suicídio depois de enfrentar a polícia.
Um vídeo do circuito interno de câmeras da escola mostra alguns momentos do ataque: nele podem ser vistos adolescentes correndo desesperados, caindo ao chão e se levantando, tentando escapar do atirador, que passa a toda velocidade diante da filmadora.
Outro vídeo publicado no Youtube mostra alunos saindo ensanguentados pela porta de entrada da instituição de ensino.
"Funcionários da escola informaram aos policiais que o jovem chegou bem vestido, carregando uma mochila, e disse que daria uma palestra para os alunos. Foi assim que subiu ao terceiro andar do prédio", afirmou o coronel Evandro Bezerra, relações públicas do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro.
O coronel disse ainda que o atirador aparentemente premeditou o ataque. Wellington deixou uma carta incogruente, carregada de referências religiosas e na qual anunciou seu suicídio.
"Deverão saber que os impuros não poderão me tocar sem usar luvas, somente os castos ou os que perderam suas castidades após o casamento e não se envolveram em adultério poderão me tocar sem usar luvas", diz a carta encontrada pela polícia nas roupas de Weillington e distribuída à imprensa.
"Nada que seja impuro poderá tocar meu sangue", completou o assassino, que deixou instruções de que seu corpo fosse despido, banhado e envolvido em um lençol branco que afirmou ter levado à escola onde cometeu os crimes.
Para o coronel Bezerra, Wellington foi à escola "preparado para fazer isso". Segundo o coronel Djalma Beltrame, comandante do 14º Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro, "um policial que chegou à escola conseguiu ferir o criminoso na perna na troca de tiros, mas o homem se matou com um tiro na cabeça".
De acordo com Beltrame, alguns policiais participavam em uma operação de fiscalização de vans ilegais quando um aluno ferido conseguiu fugir e alertar a um dos agentes.
"Se os policiais não chegassem tão rápido, a tragédia teria sido ainda maior porque ele tinha muita munição e carregava duas armas", declarou.
O secretário de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cortes, informou que entre os feridos, haveria funcionários do colégio.
O ataque aconteceu no início das aulas, numa escola frequentada por cerca de 400 alunos. A polícia isolou o lugar para conter a multidão de pais, vizinhos e amigos que buscavam informações, em meio a cenas de desespero.
Elúzia, uma moradora do bairro que tem casa diante da escola, afirmou à AFP que seu filho de 10 anos conseguiu escapar do ataque.
"Ele olhou pela janela ao ouvir os tiros e, mesmo sem ter visto nada, começou a correr até a porta e graças a Deus está bem", disse.
"Vi muitas pessoas correndo, baleadas, foi horrível", acrescentou.
"Este bairro é muito tranquilo, nunca imaginei que algo assim aconteceria".
Elizer, funcionários dos correios que vive na região, afirmou que duas crianças bateram em sua porta feridas.
"Duas crianças correram para minha casa, estavam atirando em todas as direções. Minha filha e meus dois sobrinhos estavam lá. Mas estão bem", completou à AFP.
Em Brasília, a presidente Dilma Rousseff prestou uma emocionada homenagem às vítimas do massacre.
"Não era e não é característica deste país viver este tipo de crime. Estamos todos unidos em repúdio a este ato de violência contra crianças indefensas. Por isso quero prestar homenagem a estas crianças inocentes que perderam a vida e o futuro neste crime", afirmou.
Com a voz embargada, Rousseff pediu um minuto se silêncio para mostrar "nossa homenagem a estes brasileirinhos que foram retirados tão prematuramente da vida".
"É uma tragédia sem precedentes no Brasil", enfatizou o ministro da Educação, Fernando Haddad.
Os feridos estão sendo atendidos em vários hospitais, dependendo da gravidade de cada caso, indicou o secretário de Saúde. Alguns foram transportados em helicóptero, comprovou a AFP.
Este é o primeiro caso de massacre numa escola ocorrido no Brasil e a imprensa local chegou a compará-lo com a tragédia americana de Columbine, quando dois jovens, de 17 e 18 anos, armados com revólveres e mais de 30 bombas artesanais, abriram fogo num colégio do Colorado, matando 12 alunos e um professor antes de se suicidar.
O único precedente de um ataque em uma instituição educacional na região remonta a setembro de 2004 na Argentina, quando um aluno de 15 anos matou a tiros três colegas e feriu cinco num colégio da localidade de Carmen de Patagones, sul de Buenos Aires.
Dez meninas e dois meninos, com idades entre 12 e 14 anos, foram mortos e pelo menos 11 ficaram feridos no massacre, segundo as autoridades.
O atirador foi identificado pelos bombeiros como Wellington Menezes de Oliveira, de 24 anos, que já havia sido aluno do centro de ensino e cometeu suicídio depois de enfrentar a polícia.
Um vídeo do circuito interno de câmeras da escola mostra alguns momentos do ataque: nele podem ser vistos adolescentes correndo desesperados, caindo ao chão e se levantando, tentando escapar do atirador, que passa a toda velocidade diante da filmadora.
Outro vídeo publicado no Youtube mostra alunos saindo ensanguentados pela porta de entrada da instituição de ensino.
"Funcionários da escola informaram aos policiais que o jovem chegou bem vestido, carregando uma mochila, e disse que daria uma palestra para os alunos. Foi assim que subiu ao terceiro andar do prédio", afirmou o coronel Evandro Bezerra, relações públicas do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro.
O coronel disse ainda que o atirador aparentemente premeditou o ataque. Wellington deixou uma carta incogruente, carregada de referências religiosas e na qual anunciou seu suicídio.
"Deverão saber que os impuros não poderão me tocar sem usar luvas, somente os castos ou os que perderam suas castidades após o casamento e não se envolveram em adultério poderão me tocar sem usar luvas", diz a carta encontrada pela polícia nas roupas de Weillington e distribuída à imprensa.
"Nada que seja impuro poderá tocar meu sangue", completou o assassino, que deixou instruções de que seu corpo fosse despido, banhado e envolvido em um lençol branco que afirmou ter levado à escola onde cometeu os crimes.
Para o coronel Bezerra, Wellington foi à escola "preparado para fazer isso". Segundo o coronel Djalma Beltrame, comandante do 14º Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro, "um policial que chegou à escola conseguiu ferir o criminoso na perna na troca de tiros, mas o homem se matou com um tiro na cabeça".
De acordo com Beltrame, alguns policiais participavam em uma operação de fiscalização de vans ilegais quando um aluno ferido conseguiu fugir e alertar a um dos agentes.
"Se os policiais não chegassem tão rápido, a tragédia teria sido ainda maior porque ele tinha muita munição e carregava duas armas", declarou.
O secretário de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cortes, informou que entre os feridos, haveria funcionários do colégio.
O ataque aconteceu no início das aulas, numa escola frequentada por cerca de 400 alunos. A polícia isolou o lugar para conter a multidão de pais, vizinhos e amigos que buscavam informações, em meio a cenas de desespero.
Elúzia, uma moradora do bairro que tem casa diante da escola, afirmou à AFP que seu filho de 10 anos conseguiu escapar do ataque.
"Ele olhou pela janela ao ouvir os tiros e, mesmo sem ter visto nada, começou a correr até a porta e graças a Deus está bem", disse.
"Vi muitas pessoas correndo, baleadas, foi horrível", acrescentou.
"Este bairro é muito tranquilo, nunca imaginei que algo assim aconteceria".
Elizer, funcionários dos correios que vive na região, afirmou que duas crianças bateram em sua porta feridas.
"Duas crianças correram para minha casa, estavam atirando em todas as direções. Minha filha e meus dois sobrinhos estavam lá. Mas estão bem", completou à AFP.
Em Brasília, a presidente Dilma Rousseff prestou uma emocionada homenagem às vítimas do massacre.
"Não era e não é característica deste país viver este tipo de crime. Estamos todos unidos em repúdio a este ato de violência contra crianças indefensas. Por isso quero prestar homenagem a estas crianças inocentes que perderam a vida e o futuro neste crime", afirmou.
Com a voz embargada, Rousseff pediu um minuto se silêncio para mostrar "nossa homenagem a estes brasileirinhos que foram retirados tão prematuramente da vida".
"É uma tragédia sem precedentes no Brasil", enfatizou o ministro da Educação, Fernando Haddad.
Os feridos estão sendo atendidos em vários hospitais, dependendo da gravidade de cada caso, indicou o secretário de Saúde. Alguns foram transportados em helicóptero, comprovou a AFP.
Este é o primeiro caso de massacre numa escola ocorrido no Brasil e a imprensa local chegou a compará-lo com a tragédia americana de Columbine, quando dois jovens, de 17 e 18 anos, armados com revólveres e mais de 30 bombas artesanais, abriram fogo num colégio do Colorado, matando 12 alunos e um professor antes de se suicidar.
O único precedente de um ataque em uma instituição educacional na região remonta a setembro de 2004 na Argentina, quando um aluno de 15 anos matou a tiros três colegas e feriu cinco num colégio da localidade de Carmen de Patagones, sul de Buenos Aires.
Ministério da Saúde cria programa para monitorar e avaliar SUS
O Ministério da Saúde quer monitorar e avaliar o Sistema Único de Saúde com base em um conjunto de indicadores, com enfoque no acesso e na qualidade da rede pública. A proposta do Programa de Avaliação para a Qualificação do Sistema Único de Saúde (SUS) foi colocada em consulta pública nesta quinta-feira (7), por meio do Portal da Saúde (www.saude.gov.br).
Em conjunto com a Controladoria Geral da União, também será montando um instrumento para a divulgação e monitoramento das transferências e da execução financeira dos recursos do SUS.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse hoje - durante solenidade comemorativa do Dia Mundial da Saúde – que SUS está maduro para assumir indicadores sociais de saúde, que acompanhem, com clareza, os sistemas municipais e estaduais. “Queremos contar com a participação de toda a sociedade na montagem desta ferramenta, que nos auxiliará a identificar e a avaliar os resultados das políticas do setor”, enfatizou o ministro.
O desempenho local será determinado por indicadores como cobertura vacina, taxa de mortalidade neonatal e materna, proporção de partos por cesariana, realização de mamografias, quantidade de óbitos por AVC, internações por diabetes, número de consultas especializadas e população atendida pela Saúde da Família, entre outros instrumentos de avaliação. O objetivo é reunir indicadores capazes de medir e retratar a situação atual das ações de Saúde.
A secretária-executiva do Ministério da Saúde, Márcia Amaral, ressaltou que a consulta pública permitirá a construção de uma proposta de avaliação com base em um indicador nacional, composto por outros índices já existentes. Segundo ela, a combinação desses indicadores identificará o acesso e qualidade da saúde de cada município, levando em consideração as especificidades regionais. A nova ferramenta dará transparência à gestão, pois mostra as deficiências e onde é possível direcionar os investimentos de forma mais eficiente.
O método que está sendo proposto teve como inspiração experiências internacionais (OMS, Inglaterra, Canadá e outros) e nacionais, como o Projeto Desenvolvimento de Metodologia de Avaliação do Desempenho do Sistema de Saúde Brasileiro (Pro-ADESS), o Programa Nacional de Avaliação dos Serviços de Saúde (PNASS) e o Pacto pela Saúde.
Os municípios e seus sistemas serão a base de medida do desempenho do SUS. Eles serão agrupados por porte de suas populações, indicadores sociais e econômicos, ocorrência de doenças, mortalidade e segundo os níveis de atendimento em seus estabelecimentos. O atendimento será caracterizado pela combinação das categorias modalidade de atenção (ambulatorial e hospitalar) e complexidade da atenção (básica, média e alta).
O índice de desempenho dos sistemas de saúde estaduais será definido pelo resultado do desempenho dos sistemas dos municípios, somado ao resultado dos indicadores da atenção referenciada regional e aos indicadores de gestão estadual. Da mesma forma, o índice de desempenho federal será dado pelo conjunto de resultados dos sistemas estaduais, somados aos indicadores de gestão federal. A expectativa é que no segundo semestre desse ano sejam divulgados os primeiros índices.
Transparência
Como parte das ações para aperfeiçoar os mecanismos de transparência na gestão dos recursos federais, o Ministério da Saúde e Controladoria-Geral da União (CGU) estão criando um grupo de trabalho que tem o objetivo de propor a estruturação e o funcionamento do Portal Fundo a Fundo. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o secretário Federal de Controle Interno da CGU, Valdir Agapito Teixeira, assinam nesta quinta-feira (7) uma portaria que instituindo o grupo.
O portal será um importante instrumento para a divulgação e monitoramento das transferências e da execução financeira dos recursos do Sistema Único de saúde (SUS). A secretária Executiva explicou que o portal irá trazer informações de fácil acesso à população. O grupo de trabalho será composto por servidores indicados pela Secretaria Executiva e pela Secretaria de Gestão Estratégia e Participativa do Ministério da Saúde. Também contará com integrantes da Secretaria Federal de Controle Interno da CGU.
A designação dos servidores será feita no prazo de 30 dias, a contar da assinatura da portaria, pela Secretária-Executiva do Ministério da Saúde. Após a sua instalação, o grupo de trabalho deverá apresentar, no prazo de 90 dias, um relatório e um plano de ação para a criação do portal fundo a fundo. O trabalho deve ser concluído em até 180 dias.
A portaria também estabelece a criação do Comitê Gestor que ficará responsável pelo monitoramento e pela validação das propostas apresentadas pelo grupo de trabalho. O trabalho final será apresentado à Comissão Intergestores Tripartite para ser pactuada entre as três esferas de governo.
Em conjunto com a Controladoria Geral da União, também será montando um instrumento para a divulgação e monitoramento das transferências e da execução financeira dos recursos do SUS.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse hoje - durante solenidade comemorativa do Dia Mundial da Saúde – que SUS está maduro para assumir indicadores sociais de saúde, que acompanhem, com clareza, os sistemas municipais e estaduais. “Queremos contar com a participação de toda a sociedade na montagem desta ferramenta, que nos auxiliará a identificar e a avaliar os resultados das políticas do setor”, enfatizou o ministro.
O desempenho local será determinado por indicadores como cobertura vacina, taxa de mortalidade neonatal e materna, proporção de partos por cesariana, realização de mamografias, quantidade de óbitos por AVC, internações por diabetes, número de consultas especializadas e população atendida pela Saúde da Família, entre outros instrumentos de avaliação. O objetivo é reunir indicadores capazes de medir e retratar a situação atual das ações de Saúde.
A secretária-executiva do Ministério da Saúde, Márcia Amaral, ressaltou que a consulta pública permitirá a construção de uma proposta de avaliação com base em um indicador nacional, composto por outros índices já existentes. Segundo ela, a combinação desses indicadores identificará o acesso e qualidade da saúde de cada município, levando em consideração as especificidades regionais. A nova ferramenta dará transparência à gestão, pois mostra as deficiências e onde é possível direcionar os investimentos de forma mais eficiente.
O método que está sendo proposto teve como inspiração experiências internacionais (OMS, Inglaterra, Canadá e outros) e nacionais, como o Projeto Desenvolvimento de Metodologia de Avaliação do Desempenho do Sistema de Saúde Brasileiro (Pro-ADESS), o Programa Nacional de Avaliação dos Serviços de Saúde (PNASS) e o Pacto pela Saúde.
Os municípios e seus sistemas serão a base de medida do desempenho do SUS. Eles serão agrupados por porte de suas populações, indicadores sociais e econômicos, ocorrência de doenças, mortalidade e segundo os níveis de atendimento em seus estabelecimentos. O atendimento será caracterizado pela combinação das categorias modalidade de atenção (ambulatorial e hospitalar) e complexidade da atenção (básica, média e alta).
O índice de desempenho dos sistemas de saúde estaduais será definido pelo resultado do desempenho dos sistemas dos municípios, somado ao resultado dos indicadores da atenção referenciada regional e aos indicadores de gestão estadual. Da mesma forma, o índice de desempenho federal será dado pelo conjunto de resultados dos sistemas estaduais, somados aos indicadores de gestão federal. A expectativa é que no segundo semestre desse ano sejam divulgados os primeiros índices.
Transparência
Como parte das ações para aperfeiçoar os mecanismos de transparência na gestão dos recursos federais, o Ministério da Saúde e Controladoria-Geral da União (CGU) estão criando um grupo de trabalho que tem o objetivo de propor a estruturação e o funcionamento do Portal Fundo a Fundo. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o secretário Federal de Controle Interno da CGU, Valdir Agapito Teixeira, assinam nesta quinta-feira (7) uma portaria que instituindo o grupo.
O portal será um importante instrumento para a divulgação e monitoramento das transferências e da execução financeira dos recursos do Sistema Único de saúde (SUS). A secretária Executiva explicou que o portal irá trazer informações de fácil acesso à população. O grupo de trabalho será composto por servidores indicados pela Secretaria Executiva e pela Secretaria de Gestão Estratégia e Participativa do Ministério da Saúde. Também contará com integrantes da Secretaria Federal de Controle Interno da CGU.
A designação dos servidores será feita no prazo de 30 dias, a contar da assinatura da portaria, pela Secretária-Executiva do Ministério da Saúde. Após a sua instalação, o grupo de trabalho deverá apresentar, no prazo de 90 dias, um relatório e um plano de ação para a criação do portal fundo a fundo. O trabalho deve ser concluído em até 180 dias.
A portaria também estabelece a criação do Comitê Gestor que ficará responsável pelo monitoramento e pela validação das propostas apresentadas pelo grupo de trabalho. O trabalho final será apresentado à Comissão Intergestores Tripartite para ser pactuada entre as três esferas de governo.
O direito de arrependimento na compra de passagens aéreas
Marcado por crescente e acirrada concorrência entre empresas no setor, o mercado de transporte aéreo brasileiro encontra-se em constante expansão.
Segundo dados recentes veiculados pela ANAC [01], a demanda por transporte aéreo doméstico no mês de janeiro de 2011 apresentou crescimento de 16,43% em relação ao mesmo período no ano passado. Acompanhando o crescimento da demanda para voos nacionais, a procura por transporte aéreo com destino internacional, em janeiro do corrente ano, registrou aumento de 11,48% em comparação ao mês de janeiro de 2010.
Esta nova cultura, cada vez mais presente na rotina dos brasileiros, traz ao direito o exame de questões até então não enfrentadas pelos nossos Tribunais.
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I – O Direito de Arrependimento Previsto no Código de Defesa do Consumidor
Previsto no artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor [02], o direito de arrependimento confere a faculdade ao consumidor de desistir do contrato firmado com o fornecedor, desde que a contratação tenha se dado fora do estabelecimento comercial, cabendo ao fornecedor a restituição de todas as quantias pagas.
escopo do legislador ao conferir a faculdade de arrependimento ao consumidor deve-se ao fato de que a contratação não presencial, exercida fora do estabelecimento comercial, não permite o contato direto do consumidor com o produto adquirido, de forma a avaliar suas características e formar seu livre convencimento na aquisição da mercadoria ou serviço, afastando sua vulnerabilidade perante o comerciante.
Contudo, o desenvolvimento dos serviços de telecomunicações, sobretudo da internet, ocasionam situações não compreendidas expressamente pela lei e que demandam maior análise.
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II – A Compra de Passagens Aéreas e suas Particularidades
Na hipótese de venda de passagem aérea por meio de telefone ou internet, a situação do consumidor, seja realizando a compra no estabelecimento comercial da empresa aérea ou em sua residência, é a mesma.
No ato de aquisição da passagem aérea o consumidor tem acesso a todas as informações relativas ao serviço a ser contratado, como o preço do bilhete, o horário do seu vôo, data, local de embarque e conexões previstas, de forma que não há distinção entre o consumidor que realiza a compra no estabelecimento da companhia aérea e aquele que o faz no conforto e comodidade de sua residência, evitando-se o dispêndio de tempo e dinheiro com deslocamentos.
No mesmo sentido, a comercialização de passagens aéreas, por representarem um serviço de natureza intangível, afasta a vulnerabilidade do consumidor que realiza a contratação fora do estabelecimento comercial.
Por outro lado, o ingresso de novas companhias no mercado e a crescente concorrência no setor ocasionam verdadeira guerra por preços, que permitem cada vez mais que o consumidor tenha acesso ao transporte aéreo.
Desta forma, há que ser levado em consideração a repercussão econômica ao permitir o reembolso integral ao consumidor desistente do contrato, tendo em vista que as companhias aéreas suportariam todos os prejuízos da contratação provocada pela desistência unilateral e voluntária do consumidor, inviabilizando a reocupação dos assentos ociosos por outros passageiros.
Por estas razões, de modo a preservar o equilíbrio da relação de consumo e não torná-la desproporcional e onerosamente excessiva ao fornecedor, tem-se que o direito de arrependimento previsto no artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor não se aplica na aquisição de passagens aéreas, visto que as características da relação não configuram o escopo da norma protetiva ao consumidor.
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Notas
1.Notícia veiculada em 17/03/2011 no portal http://www.anac.gov.br.
1."Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio."
Parágrafo único. Se o consumidor exercitar o direito de arrependimento previsto neste artigo, os valores eventualmente pagos, a qualquer título, durante o prazo de reflexão, serão devolvidos, de imediato, monetariamente atualizados."
Segundo dados recentes veiculados pela ANAC [01], a demanda por transporte aéreo doméstico no mês de janeiro de 2011 apresentou crescimento de 16,43% em relação ao mesmo período no ano passado. Acompanhando o crescimento da demanda para voos nacionais, a procura por transporte aéreo com destino internacional, em janeiro do corrente ano, registrou aumento de 11,48% em comparação ao mês de janeiro de 2010.
Esta nova cultura, cada vez mais presente na rotina dos brasileiros, traz ao direito o exame de questões até então não enfrentadas pelos nossos Tribunais.
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I – O Direito de Arrependimento Previsto no Código de Defesa do Consumidor
Previsto no artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor [02], o direito de arrependimento confere a faculdade ao consumidor de desistir do contrato firmado com o fornecedor, desde que a contratação tenha se dado fora do estabelecimento comercial, cabendo ao fornecedor a restituição de todas as quantias pagas.
escopo do legislador ao conferir a faculdade de arrependimento ao consumidor deve-se ao fato de que a contratação não presencial, exercida fora do estabelecimento comercial, não permite o contato direto do consumidor com o produto adquirido, de forma a avaliar suas características e formar seu livre convencimento na aquisição da mercadoria ou serviço, afastando sua vulnerabilidade perante o comerciante.
Contudo, o desenvolvimento dos serviços de telecomunicações, sobretudo da internet, ocasionam situações não compreendidas expressamente pela lei e que demandam maior análise.
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II – A Compra de Passagens Aéreas e suas Particularidades
Na hipótese de venda de passagem aérea por meio de telefone ou internet, a situação do consumidor, seja realizando a compra no estabelecimento comercial da empresa aérea ou em sua residência, é a mesma.
No ato de aquisição da passagem aérea o consumidor tem acesso a todas as informações relativas ao serviço a ser contratado, como o preço do bilhete, o horário do seu vôo, data, local de embarque e conexões previstas, de forma que não há distinção entre o consumidor que realiza a compra no estabelecimento da companhia aérea e aquele que o faz no conforto e comodidade de sua residência, evitando-se o dispêndio de tempo e dinheiro com deslocamentos.
No mesmo sentido, a comercialização de passagens aéreas, por representarem um serviço de natureza intangível, afasta a vulnerabilidade do consumidor que realiza a contratação fora do estabelecimento comercial.
Por outro lado, o ingresso de novas companhias no mercado e a crescente concorrência no setor ocasionam verdadeira guerra por preços, que permitem cada vez mais que o consumidor tenha acesso ao transporte aéreo.
Desta forma, há que ser levado em consideração a repercussão econômica ao permitir o reembolso integral ao consumidor desistente do contrato, tendo em vista que as companhias aéreas suportariam todos os prejuízos da contratação provocada pela desistência unilateral e voluntária do consumidor, inviabilizando a reocupação dos assentos ociosos por outros passageiros.
Por estas razões, de modo a preservar o equilíbrio da relação de consumo e não torná-la desproporcional e onerosamente excessiva ao fornecedor, tem-se que o direito de arrependimento previsto no artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor não se aplica na aquisição de passagens aéreas, visto que as características da relação não configuram o escopo da norma protetiva ao consumidor.
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Notas
1.Notícia veiculada em 17/03/2011 no portal http://www.anac.gov.br.
1."Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio."
Parágrafo único. Se o consumidor exercitar o direito de arrependimento previsto neste artigo, os valores eventualmente pagos, a qualquer título, durante o prazo de reflexão, serão devolvidos, de imediato, monetariamente atualizados."
terça-feira, 5 de abril de 2011
Salário mínimo deveria ser R$ 2.247,94, para brasileiro suprir as despesas básicas
SÃO PAULO - O brasileiro precisaria de um salário mínimo no valor de R$ 2.247,94 em março, para conseguir arcar com suas despesas básicas, de acordo com dados divulgados pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) nesta terça-feira (5).
A entidade verificou que são necessárias 4,12 vezes o valor do salário mínimo para suprir as demandas do trabalhador. O cálculo foi feito com base no mínimo de R$ 545, em vigor.
Em fevereiro, o valor necessário para suprir as necessidades mínimas do trabalhador era de R$ 2.194,18, sendo 4,06 vezes maior ao salário mínimo, então vigente, de R$ 540.
O salário mínimo necessário é o que segue o preceito constitucional de atender às necessidades vitais do cidadão e de sua família, como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, sendo reajustado periodicamente para preservar o poder de compra.
Cesta versus salário
No mês passado, o comprometimento da renda com os gastos da cesta básica alcançava, em média, 47,54% do salário mínimo, ante os 47,01% necessários em fevereiro. Confira o movimento do salário mínimo vigente e o necessário de março de 2010 ao mesmo mês deste ano:
Mês Salário vigente Salário necessário
Março/10 R$ 510 R$ 2.159,65
Abril/10 R$ 510 R$ 2.257,52
Maio/10 R$ 510 R$ 2.157,88
Junho/10 R$ 510 R$ 2.092,36
Julho/10 R$ 510 R$ 2.011,03
Agosto/10 R$ 510 R$ 2.023,89
Setembro/10 R$ 510 R$ 2.047,58
Outubro/10 R$ 510 R$ 2.132,09
Novembro/10 R$ 510 R$ 2.222,99
Dezembro/10 R$ 510 R$ 2.227,53
Janeiro/11 R$ 540 R$ 2.194,76
Fevereiro/11 R$ 540 R$ 2.194,18
Março/11 R$ 545 R$ 2.247,94
Fonte: Dieese
A entidade verificou que são necessárias 4,12 vezes o valor do salário mínimo para suprir as demandas do trabalhador. O cálculo foi feito com base no mínimo de R$ 545, em vigor.
Em fevereiro, o valor necessário para suprir as necessidades mínimas do trabalhador era de R$ 2.194,18, sendo 4,06 vezes maior ao salário mínimo, então vigente, de R$ 540.
O salário mínimo necessário é o que segue o preceito constitucional de atender às necessidades vitais do cidadão e de sua família, como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, sendo reajustado periodicamente para preservar o poder de compra.
Cesta versus salário
No mês passado, o comprometimento da renda com os gastos da cesta básica alcançava, em média, 47,54% do salário mínimo, ante os 47,01% necessários em fevereiro. Confira o movimento do salário mínimo vigente e o necessário de março de 2010 ao mesmo mês deste ano:
Mês Salário vigente Salário necessário
Março/10 R$ 510 R$ 2.159,65
Abril/10 R$ 510 R$ 2.257,52
Maio/10 R$ 510 R$ 2.157,88
Junho/10 R$ 510 R$ 2.092,36
Julho/10 R$ 510 R$ 2.011,03
Agosto/10 R$ 510 R$ 2.023,89
Setembro/10 R$ 510 R$ 2.047,58
Outubro/10 R$ 510 R$ 2.132,09
Novembro/10 R$ 510 R$ 2.222,99
Dezembro/10 R$ 510 R$ 2.227,53
Janeiro/11 R$ 540 R$ 2.194,76
Fevereiro/11 R$ 540 R$ 2.194,18
Março/11 R$ 545 R$ 2.247,94
Fonte: Dieese
Bom ambiente de trabalho é um dos principais fatores de retenção de profissionais
O que te levaria a não aceitar uma proposta para mudar de empresa, mesmo com um salário maior? Para muitos trabalhadores, o bom ambiente do atual emprego é um fator capaz de demovê-los da ideia de encarar uma nova oportunidade. Um estudo divulgado recentemente pelo portal “Trabalhando.com” mostrou que, para 52% dos entrevistados, esse é um dos principais quesitos responsáveis pela motivação no dia a dia. O clima agradável acaba fazendo também com que o funcionário pense duas vezes antes de buscar um novo desafio. E isso pode valer ouro para as empresas em tempos de competitividade acirrada por profissionais, principalmente em áreas com escassez de pessoal qualificado.
O aquecimento da economia e o desejo maior de mudança entre trabalhadores da geração Y (nascidos entre 1980 e 2000) têm estimulado o troca-troca. Um levantamento realizado pela consultoria de capital humano DBM, com 770 profissionais que ocupam cargos de liderança em 12 áreas, revela que 45% pretendem continuar em suas empresas por, no máximo, mais três anos. E somente 7% do total consideram remuneração inadequada um fator decisivo na hora de sair do emprego.
Segundo Jane Souza, consultora de RH do Grupo Soma Desenvolvimento Corporativo, ter um clima amigável no trabalho é um ponto primordial de retenção não só para executivos e gerentes como para todos os cargos. Ela explica que as novas necessidades dos profissionais estão fazendo com que empresas passem a adotar estratégias e benefícios para reter mão de obra: “Afinal, não é possível aumentar o salário de um bom profissional de 15 em 15 dias para fazer com que ele fique na empresa”.
Para a gerente de RH da rede de lanchonetes MegaMatte, Julyana Felícia, vários fatores estão envolvidos no conceito do que é um “bom ambiente de trabalho”. Para conseguir isso, as empresas devem, por exemplo, valorizar as pessoas e oferecer oportunidades de crescimento. Além disso, o local de trabalho pode se tornar mais agradável se os funcionários perceberem facilidades para expor suas ideias. “Eles avaliam ainda se existe flexibilidade, liberdade de expressão e, principalmente, se o relacionamento com o gestor e colegas é bom”, diz Julyana.
A antiga técnica da competição interna está caindo por terra diante dos benefícios do trabalho em equipe e dos prêmios obtidos através de cumprimento de metas. “A competição interna pode destruir a cooperação e estimular atos imorais, já que um tem que obrigatoriamente perder para o outro ganhar. Há sempre o risco da demissão, do julgamento, da punição”, ressalta Julyana.
A preocupação com o ambiente de trabalho é tão grande que algumas consultorias são especializadas em avaliar o “clima” da empresa. O objetivo é identificar a percepção dos funcionários em relação ao ambiente organizacional. Os relatórios buscam apontar o que pode ser feito para que os trabalhadores fiquem satisfeitos e não busquem outro emprego. “Esse tipo de pesquisa desvenda as causas de problemas que a organização vem enfrentando e aumenta o grau de compreensão a respeito deles. Mas, se os relatórios terminarem na gaveta do dirigente da empresa, as expectativas criadas ficam sem resposta, e a própria iniciativa da pesquisa acaba contribuindo para tornar o clima menos favorável”, explica Juliana.
A empresa também pode contribuir para o bom ambiente de trabalho oferecendo pacotes diferenciados de benefícios, como viagens, cursos no exterior, flexibilização de horários, e principalmente perspectivas de crescimento profissional:
“O bom colaborador tem que desenvolver suas competências, e a empresa tem que dar suporte para isso. Agora, o trabalhador, por sua vez, tem que entender que, para fazer exigências, ele precisa ter um tempo na empresa, construir uma história ali”, enfatiza Jane
O aquecimento da economia e o desejo maior de mudança entre trabalhadores da geração Y (nascidos entre 1980 e 2000) têm estimulado o troca-troca. Um levantamento realizado pela consultoria de capital humano DBM, com 770 profissionais que ocupam cargos de liderança em 12 áreas, revela que 45% pretendem continuar em suas empresas por, no máximo, mais três anos. E somente 7% do total consideram remuneração inadequada um fator decisivo na hora de sair do emprego.
Segundo Jane Souza, consultora de RH do Grupo Soma Desenvolvimento Corporativo, ter um clima amigável no trabalho é um ponto primordial de retenção não só para executivos e gerentes como para todos os cargos. Ela explica que as novas necessidades dos profissionais estão fazendo com que empresas passem a adotar estratégias e benefícios para reter mão de obra: “Afinal, não é possível aumentar o salário de um bom profissional de 15 em 15 dias para fazer com que ele fique na empresa”.
Para a gerente de RH da rede de lanchonetes MegaMatte, Julyana Felícia, vários fatores estão envolvidos no conceito do que é um “bom ambiente de trabalho”. Para conseguir isso, as empresas devem, por exemplo, valorizar as pessoas e oferecer oportunidades de crescimento. Além disso, o local de trabalho pode se tornar mais agradável se os funcionários perceberem facilidades para expor suas ideias. “Eles avaliam ainda se existe flexibilidade, liberdade de expressão e, principalmente, se o relacionamento com o gestor e colegas é bom”, diz Julyana.
A antiga técnica da competição interna está caindo por terra diante dos benefícios do trabalho em equipe e dos prêmios obtidos através de cumprimento de metas. “A competição interna pode destruir a cooperação e estimular atos imorais, já que um tem que obrigatoriamente perder para o outro ganhar. Há sempre o risco da demissão, do julgamento, da punição”, ressalta Julyana.
A preocupação com o ambiente de trabalho é tão grande que algumas consultorias são especializadas em avaliar o “clima” da empresa. O objetivo é identificar a percepção dos funcionários em relação ao ambiente organizacional. Os relatórios buscam apontar o que pode ser feito para que os trabalhadores fiquem satisfeitos e não busquem outro emprego. “Esse tipo de pesquisa desvenda as causas de problemas que a organização vem enfrentando e aumenta o grau de compreensão a respeito deles. Mas, se os relatórios terminarem na gaveta do dirigente da empresa, as expectativas criadas ficam sem resposta, e a própria iniciativa da pesquisa acaba contribuindo para tornar o clima menos favorável”, explica Juliana.
A empresa também pode contribuir para o bom ambiente de trabalho oferecendo pacotes diferenciados de benefícios, como viagens, cursos no exterior, flexibilização de horários, e principalmente perspectivas de crescimento profissional:
“O bom colaborador tem que desenvolver suas competências, e a empresa tem que dar suporte para isso. Agora, o trabalhador, por sua vez, tem que entender que, para fazer exigências, ele precisa ter um tempo na empresa, construir uma história ali”, enfatiza Jane
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Campanha do Detran alerta pais sobre uso da cadeirinha e cinto de segurança
A equipe de educação do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MA) estará nas portas de escolas públicas e particulares de São Luís, a partir desta terça-feira (5), para conscientizar pais e responsáveis sobre a importância do uso das cadeirinhas e cinto de segurança em veículos.
A lei que torna obrigatório o uso dos equipamentos de segurança começou a vigorar desde o fim do ano de 2010 e faz parte do projeto Trânsito Consciente do Detran-MA, cujo principal objetivo é alertar os pais sobre o uso correto dos equipamentos de segurança para crianças, como a cadeira tipo bebê conforto, a cadeirinha, o assento de elevação e o cinto de segurança. Cada equipamento é destinado a crianças da faixa etária de zero até sete anos e seis meses.
As crianças acima de sete anos e meio e estatura mínima de 1m e 45cm já podem sentar no banco usando apenas o cinto de segurança, mas somente se estiverem no banco de trás do veículo. No banco da frente só e permitido o transporte de crianças maiores de 10 anos de idade.
Abordagens
Serão realizadas, durante a manhã desta terça-feira (5), às 7h da manhã, ações na Escola Divina Providência, no Canto da Fabril, no centro da cidade, onde a equipe do Detran estará distribuindo material educativo e alertando os pais e responsáveis para o uso dos dispositivos de segurança.
A partir do 12h30 e às 17h, a equipe de educadores do Detran volta às ruas mais precisamente no Colégio Santa Teresa, no centro, onde também alertará os pais.
Nesta quarta-feira (6), às 12h, será a vez do Colégio Master, no João Paulo, ser abordado pelos educadores do Detran-MA. Às 17h, os educadores estarão no Colégio São Vicente de Paulo, também no João Paulo.
Essas operações do Detran também terão ações educativas e fiscalizadoras e terão o apoio da Polícia Militar e da Companhia de Policiamento Rodoviário Independente (CPRVind) aos finais de semana, em locais ainda a serem definidos.
“A ação na escola é totalmente educativa e tem caráter preventivo de alertar os pais sobre o uso do cinto de segurança e dos dispositivos de segurança para o transporte de crianças menores de 10 anos”, enfatizou o coordenador de Educação para o Trânsito, Roberval Lopes.
Fiscalização
O condutor que for flagrado transportando criança de até sete anos e meio de idade fora do equipamento de segurança, será penalizado com multa gravíssima de R$ 191,54.
A obrigatoriedade do uso das cadeirinhas é uma determinação da Resolução nº 277 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que prevê a fiscalização desde setembro do ano passado.
“Estamos trabalhando na prevenção como forma de sensibilizar aos pais e responsáveis sobre os riscos de acidentes e a necessidade de obter os dispositivos. Não há preço para garantir a segurança das crianças nos veículos”, afirmou o diretor Geral do Detran-MA, Flávio Trindade Jerônimo.
Confira o tipo ideal de cadeirinha para cada idade
- Cadeira tipo bebê conforto
Do nascimento até um ano de idade, a criança deve ser transportada em acessórios que fixam o pescoço do bebê, mantendo o equilíbrio da criança. Deve ser instalado no sentido inverso da posição normal do banco do veículo, o que evita trancos em caso de freadas e colisões.
- Cadeirinha
Crianças de um ano até quatro anos de idade devem usar cadeira de segurança voltada para frente, na posição vertical, no banco de trás. As tiras da cadeira devem ser ajustadas para que fiquem confortáveis e ajustadas ao corpo da criança com uma folga de, no máximo, um dedo.
- Assento de elevação
As crianças com idade superior a quatro anos devem utilizar um assento de elevação preso no banco traseiro. O assento elevado vai permitir que ela tenha altura para poder usar o cinto de segurança de três pontos.
Além de adquirir o produto correto, de acordo com as indicações do fabricante, é essencial observar se o equipamento possui o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). A instalação correta também é essencial. Esse serviço geralmente é oferecido nas lojas onde os itens são adquiridos e os pais também podem buscar orientações no manual do produto.
A lei que torna obrigatório o uso dos equipamentos de segurança começou a vigorar desde o fim do ano de 2010 e faz parte do projeto Trânsito Consciente do Detran-MA, cujo principal objetivo é alertar os pais sobre o uso correto dos equipamentos de segurança para crianças, como a cadeira tipo bebê conforto, a cadeirinha, o assento de elevação e o cinto de segurança. Cada equipamento é destinado a crianças da faixa etária de zero até sete anos e seis meses.
As crianças acima de sete anos e meio e estatura mínima de 1m e 45cm já podem sentar no banco usando apenas o cinto de segurança, mas somente se estiverem no banco de trás do veículo. No banco da frente só e permitido o transporte de crianças maiores de 10 anos de idade.
Abordagens
Serão realizadas, durante a manhã desta terça-feira (5), às 7h da manhã, ações na Escola Divina Providência, no Canto da Fabril, no centro da cidade, onde a equipe do Detran estará distribuindo material educativo e alertando os pais e responsáveis para o uso dos dispositivos de segurança.
A partir do 12h30 e às 17h, a equipe de educadores do Detran volta às ruas mais precisamente no Colégio Santa Teresa, no centro, onde também alertará os pais.
Nesta quarta-feira (6), às 12h, será a vez do Colégio Master, no João Paulo, ser abordado pelos educadores do Detran-MA. Às 17h, os educadores estarão no Colégio São Vicente de Paulo, também no João Paulo.
Essas operações do Detran também terão ações educativas e fiscalizadoras e terão o apoio da Polícia Militar e da Companhia de Policiamento Rodoviário Independente (CPRVind) aos finais de semana, em locais ainda a serem definidos.
“A ação na escola é totalmente educativa e tem caráter preventivo de alertar os pais sobre o uso do cinto de segurança e dos dispositivos de segurança para o transporte de crianças menores de 10 anos”, enfatizou o coordenador de Educação para o Trânsito, Roberval Lopes.
Fiscalização
O condutor que for flagrado transportando criança de até sete anos e meio de idade fora do equipamento de segurança, será penalizado com multa gravíssima de R$ 191,54.
A obrigatoriedade do uso das cadeirinhas é uma determinação da Resolução nº 277 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que prevê a fiscalização desde setembro do ano passado.
“Estamos trabalhando na prevenção como forma de sensibilizar aos pais e responsáveis sobre os riscos de acidentes e a necessidade de obter os dispositivos. Não há preço para garantir a segurança das crianças nos veículos”, afirmou o diretor Geral do Detran-MA, Flávio Trindade Jerônimo.
Confira o tipo ideal de cadeirinha para cada idade
- Cadeira tipo bebê conforto
Do nascimento até um ano de idade, a criança deve ser transportada em acessórios que fixam o pescoço do bebê, mantendo o equilíbrio da criança. Deve ser instalado no sentido inverso da posição normal do banco do veículo, o que evita trancos em caso de freadas e colisões.
- Cadeirinha
Crianças de um ano até quatro anos de idade devem usar cadeira de segurança voltada para frente, na posição vertical, no banco de trás. As tiras da cadeira devem ser ajustadas para que fiquem confortáveis e ajustadas ao corpo da criança com uma folga de, no máximo, um dedo.
- Assento de elevação
As crianças com idade superior a quatro anos devem utilizar um assento de elevação preso no banco traseiro. O assento elevado vai permitir que ela tenha altura para poder usar o cinto de segurança de três pontos.
Além de adquirir o produto correto, de acordo com as indicações do fabricante, é essencial observar se o equipamento possui o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). A instalação correta também é essencial. Esse serviço geralmente é oferecido nas lojas onde os itens são adquiridos e os pais também podem buscar orientações no manual do produto.
Decisão sobre adiamento do trem-bala deve sair na quinta
BRASÍLIA (Reuters) - O governo deverá anunciar na quinta-feira a decisão formal sobre o adiamento do leilão do trem-bala que ligará São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro.
Segundo o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, haverá uma reunião na quinta comandada pelo ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, para decidir sobre o adiamento.
Na semana passada, uma fonte do governo disse à Reuters que o leilão deverá adiado de abril para julho.
O projeto,incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), é avaliado em 33 bilhões de reais e terá 500 quilômetros de extensão. Se for confirmado, este será o segundo adiamento da licitação. Inicialmente prevista para dezembro passado, foi remarcada para 29 de abril.
O pedido para adiar o leilão foi feito pelos investidores, que querem mais tempo para analisar o projeto e formar os consórcios que entrarão na disputa.
Segundo o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, haverá uma reunião na quinta comandada pelo ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, para decidir sobre o adiamento.
Na semana passada, uma fonte do governo disse à Reuters que o leilão deverá adiado de abril para julho.
O projeto,incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), é avaliado em 33 bilhões de reais e terá 500 quilômetros de extensão. Se for confirmado, este será o segundo adiamento da licitação. Inicialmente prevista para dezembro passado, foi remarcada para 29 de abril.
O pedido para adiar o leilão foi feito pelos investidores, que querem mais tempo para analisar o projeto e formar os consórcios que entrarão na disputa.
domingo, 3 de abril de 2011
Saiba como se prevenir do câncer de pele
O câncer de pele é o tipo de câncer mais frequente no Brasil, podendo chegar a 25% de todas as neoplasias diagnosticadas. Este tipo de câncer está entre os principais danos causados à pele pela exposição aos raios UV. Outros casos comuns são o surgimento de manchas ou sinais, que representam cerca de 19% e o envelhecimento precoce com cerca de 14%.
O câncer é um tumor formado por células que crescem de maneira desordenada, associado a fatores de risco, principalmente a exposição solar prolongada. O surgimento de lesões assimétricas, com contornos irregulares, mais de uma cor e dimensão superior a 6 milímetros devem ser examinadas por um médico dermatologista.
“Geralmente, o câncer de pele surge em áreas expostas tais como dorso e face. Os indivíduos mais comumente atingidos têm idade acima de 40 anos, pele clara, não têm o costume de se bronzear e a pele fica avermelhada após exposição solar. É muito raro em negros, podendo aparecer em palmas da mão e planta dos pés, e em crianças”, explica Dra. Isabela Baraúna do MedImagem Medicina Diagnóstica / Dasa.
Existem três tipos principais de câncer de pele, o Basocelular, que é o mais frequente, porém o menos maligno de todos, aparecendo em cerca de 70% dos casos, o Espinoceluar, que são lesões maiores e de crescimento mais rápido e a Melanoma, que é o mais maligno, com acometimento de outros órgãos além da pele.
“O câncer de pele pode ser evitado através de medidas simples como, por exemplo, o uso de protetor solar diariamente, chapéus, bonés e evitar a exposição solar entre 10 e 15h”, diz Dra. Isabela.
O câncer é um tumor formado por células que crescem de maneira desordenada, associado a fatores de risco, principalmente a exposição solar prolongada. O surgimento de lesões assimétricas, com contornos irregulares, mais de uma cor e dimensão superior a 6 milímetros devem ser examinadas por um médico dermatologista.
“Geralmente, o câncer de pele surge em áreas expostas tais como dorso e face. Os indivíduos mais comumente atingidos têm idade acima de 40 anos, pele clara, não têm o costume de se bronzear e a pele fica avermelhada após exposição solar. É muito raro em negros, podendo aparecer em palmas da mão e planta dos pés, e em crianças”, explica Dra. Isabela Baraúna do MedImagem Medicina Diagnóstica / Dasa.
Existem três tipos principais de câncer de pele, o Basocelular, que é o mais frequente, porém o menos maligno de todos, aparecendo em cerca de 70% dos casos, o Espinoceluar, que são lesões maiores e de crescimento mais rápido e a Melanoma, que é o mais maligno, com acometimento de outros órgãos além da pele.
“O câncer de pele pode ser evitado através de medidas simples como, por exemplo, o uso de protetor solar diariamente, chapéus, bonés e evitar a exposição solar entre 10 e 15h”, diz Dra. Isabela.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
O Perdão de Deus em Descobrindo a Biblia.
Não havia impressões digitais. Nenhuma arma foi descoberta. Ninguém viu o assassino entrar no consultório do médico. Ninguém nem mesmo ouviu os tiros sendo disparados. Mas o médico foi encontrado esticado no chão atrás de sua escrivaninha. Cinco balas haviam lhe furado o peito.
Isso parecia um crime perfeito. A polícia, a princípio, não conseguiu encontrar nenhuma pista. Mas então, percebeu-se um pequeno fio preso a um porta-lápis em cima da escrivaninha. O fio levava a um toca-fitas que se encontrava dentro de uma gaveta da escrivaninha. Foi descoberto que o porta-lápis em realidade ocultava um microfone que o médico usava para gravar suas conversas com os pacientes durante as sessões de aconselhamento.
Os investigadores rapidamente rebobinaram a fita e, para surpresa geral, começaram a ouvir uma repetição do crime. Um homem de nome Antônio entrara no escritório e começara uma acalorada discussão com o médico. Tiros foram disparados. A fita terminava com os terríveis gemidos do médico morto no carpete.
Cada detalhe macabro havia sido gravado. O assassino pensou que seu crime permaneceria para sempre em segredo. Ele tinha sido cuidadoso para não deixar pistas. Mas a fita contou toda a história.
Nessa lição, iremos aprender sobre o julgamento final de Deus, quando todos os seres humanos serão "julgados de acordo com o que" têm feito (Apocalipse 20:12). Para aqueles que não aceitaram a Cristo como seu Salvador, essas serão notícias péssimas. Mas o julgamento é uma notícia maravilhosa para aqueles que encontraram segurança em Cristo.
1. COMO VOCÊ PODE ENFRENTAR O JULGAMENTO SEM TEMOR
Quem julgará o mundo?
"O Pai a ninguém julga, mas confiou todo o julgamento ao Filho". João 5:22 (A não ser quando indicado, todos os textos bíblicos da série DESCOBERTAS BÍBLICAS são da Nova Versão Internacional da Bíblia [NVI].).
Como a cruz preparou Cristo para se tornar o nosso Juiz?
"Deus O [a Jesus] ofereceu como sacrifício para propiciação mediante a fé, pelo seu sangue, demonstrando a sua justiça... a fim de ser JUSTO E JUSTIFICADOR daquele que tem fé em Jesus". Romanos 3:25, 26
A morte de Cristo em nosso favor O capacita para agir tanto como justo Juiz quanto como um gracioso Justificador, que pode perdoar o pecador arrependido. Quando a audiência do universo faz a pergunta: "Como um juiz imparcial pode declarar que uma pessoa culpada é inocente?" Cristo responde apontando para as cicatrizes de Suas mãos. Ele já pagou o preço justo por nossos pecados em Seu próprio corpo.
Os livros do céu preservam um registro de cada vida individual, e esses registros são utilizados no julgamento (Apocalipse 20:12). Isso é notícia ruim para aqueles que imaginam que seus pecados e crimes secretos nunca serão revelados. Mas há notícias maravilhosas para aqueles que aceitaram sinceramente a Cristo como seu Advogado no céu: "O sangue de Jesus... nos purifica de todo pecado" (I João 1:7).
O que Jesus oferece em troca de nossa vida de pecado?
"Deus tornou pecado por nós Aquele [Cristo] que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus". II Coríntios 5:21
Nossa vida de pecado é trocada pela vida perfeita de justiça de Cristo. Por causa da vida sem pecados e da morte de Jesus, Deus pode nos perdoar e nos tratar como se nunca tivéssemos pecado.
O que qualifica Jesus para ser nosso Advogado e Juiz?
2. CRISTO VEIO NO TEMPO CERTO
No Seu batismo, Jesus foi ungido pelo Espírito Santo:
"Assim que Jesus foi batizado, saiu da água. Naquele momento o céu se abriu, e ele viu o Espírito de Deus descendo como pomba e pousando sobre Ele. Então uma voz dos céus disse: 'Este é o meu Filho amado, em quem me agrado'". Mateus 3:16, 17
Após a unção de Cristo pelo Espírito Santo em Seu batismo, os discípulos anunciaram:
"Achamos o Messias". João 1:41
Os discípulos sabiam que a palavra hebraica para "Messias" e a palavra grega para "Cristo" ambas significavam "o Ungido".
Lucas, um discípulo de Jesus, registrou a data da unção de Jesus como o Messias: o décimo quinto ano de Tibério César (Lucas 3:1). Para nós, isso seria o ano 27 AD.
Mais de 500 anos antes da vinda de Jesus, o profeta Daniel predisse que Jesus seria ungido como Messias no ano 27 AD:
"A partir da promulgação do decreto que manda restaurar e reconstruir Jerusalém até que o Ungido... venha, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas". Daniel 9:25
Sete semanas e sessenta e duas semanas perfazem um total de sessenta e nove semanas ou 483 dias (7 x 69 = 483 dias). Na profecia bíblica, o simbolismo de um dia equivale a um ano (Ezequiel 4:6; Números 14:34). Logo, os 483 dias são iguais a 483 anos. Daniel predisse que um decreto seria promulgado para restaurar e reconstruir Jerusalém, exatamente 483 anos depois desse decreto, o Messias apareceria.
Será que Jesus apareceu como Messias no tempo predito? Artaxerxes promulgou o decreto para reconstruir Jerusalém em 457 AC (Esdras 7:7-26). Os 483 dias, então, terminaram no ano 27 AD (457 AC + 27 AD = 484. O decreto foi promulgado durante o ano 457 e Cristo foi ungido durante o ano 27 AD, fazendo com que ambos sejam contados parcialmente, por isso o tempo correto seria 483 anos).
No tempo exato que havia sido predito, no ano 27 AD, Jesus apareceu com a mensagem: "O tempo é chegado". A precisão do cumprimento dessa profecia bíblica é uma confirmação impressionante que Jesus de Nazaré verdadeiramente é o Messias, o Deus encarnado em forma humana.
Por quanto tempo Jesus confirmaria a promessa?
"Com muitos Ele fará uma aliança [promessa] que durará uma semana". Daniel 9:27, primeira parte.
Quando aplicamos o princípio dia-ano, essa semana seria de sete anos. Por isso, por sete anos, de 27 a 34 AD, Jesus faria "uma aliança" ou promessa. Ele tinha feito essa promessa a Adão e Eva pouco depois de terem pecado. Deus fez uma aliança, uma promessa, que Ele salvaria a raça humana do pecado através da morte de Alguém que seria enviado para morrer por nossos pecados (Gênesis 3:15).
O que deveria acontecer no meio da sétima semana?
"No meio da semana Ele dará fim ao sacrifício e à oferta". Daniel 9:27, última parte.
Jesus foi crucificado em 31 AD, no "meio da semana". No momento da morte de Cristo, Deus rasgou "o véu do templo... de alto a baixo". (Mateus 27:51). A oferta sacrifical que estava próxima de ser sacrificada (um símbolo de Jesus, "o Cordeiro de Deus") escapou das mãos do sacerdote. Esse era um sinal de que Deus não desejava mais que a humanidade oferecesse sacrifícios de animais. Ao cumprir a profecia ao pé da letra, Jesus pôs um fim na necessidade de outros sacrifícios serem oferecidos. Desde a morte de Cristo, as pessoas ganharam acesso a Deus não através de sacrifícios animais e sacerdotes humanos, mas através do Messias, o Cordeiro de Deus e nosso Sumo Sacerdote.
3. A CERTEZA DO PERDÃO DOS PECADOS
De acordo com a profecia de Daniel, por que Jesus morreu?
"O Líder de Deus [o Ungido] será morto injustamente". Daniel 9:26, Versão Nova Tradução na Linguagem de Hoje.
Em Sua morte na cruz, Jesus foi morto injustamente. Ele morreu não para pagar o preço do Seu próprio pecado, mas para pagar o preço dos pecados do mundo inteiro.
Como podemos saber que todos os nossos pecados são perdoados por Deus?
"Justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo para todos os que crêem... TODOS PECARAM... [e são] JUSTIFICADOS gratuitamente POR SUA GRAÇA, por meio da redenção que há em Cristo Jesus... MEDIANTE A FÉ, PELO SEU SANGUE". Romanos 3:22-25
Os pontos chaves nesses versos são: "Todos pecaram" mas por causa da "graça" de Deus, todos são "justificados", mediante a "fé" no poder purificador do "sangue" de Cristo. Quando somos justificados, Deus nos declara inocentes, eliminando a culpa de nossos pecados passados. E Deus nos declara justos; "justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo".
Todos nós que estamos exaustos pela busca de sermos suficientemente bons, a fim de nos elevarmos a nós mesmos, podemos encontrar descanso real na aceitação graciosa de Cristo. Ele promete: "Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso" (Mateus 11:28). Todos nós que estamos sobrecarregados pelas cicatrizes do passado e pelas dores de um sentimento de inadequação e vergonha podemos encontrar paz e completude em Cristo.
4. O COMEÇO DO TEMPO DE JULGAMENTO
No oitavo capítulo de Daniel, um anjo mostrou ao profeta um grande panorama do futuro. Daniel viu (1) um carneiro, (2) um bode, e (3) saindo de um dos chifres do bode, "um pequeno chifre que logo cresceu em poder" (Daniel 9:8, 9); símbolos representando (1) Medo-Pérsia, (2) Grécia, e (3) Roma (Daniel 8:1-12, 20-26).
Qual é a quarta parte da profecia?
"'Quanto tempo durarão os acontecimentos anunciados por esta visão? Até quando será suprimido o sacrifício diário...?' Ele me disse: 'Isso tudo levará duas mil e trezentas tardes e manhãs [em Hebraico, dias]; então o santuário será reconsagrado [purificado]'". Daniel 8:13, 14
Daniel desmaiou antes que o anjo pudesse explicar a parte da profecia sobre os 2.300 dias, e o oitavo capítulo termina sem a interpretação da mesma. Porém, mais tarde, o anjo reapareceu e disse:
"Preste atenção à mensagem para entender a visão: Setenta semanas estão decretadas [em Hebraico, separadas] para o seu povo e sua santa cidade a fim de acabar com a transgressão, dar fim ao pecado, expiar as culpas". Daniel 9:22
Os 2.300 dias, claro, são 2.300 anos, cada dia representando um ano (Ezequiel 4:6). Setenta semanas, ou 490 anos, constituiu a primeira parte do período de 2.300 anos. Ambos os períodos começaram no ano 457 AC, quando a Pérsia promulgou o decreto "para restaurar e reconstruir Jerusalém". Subtraindo 490 anos dos 2.300 anos, sobram 1810. Somando 1810 anos a 34 DC, que foi a data que terminaram os 490 anos, isso nos leva a 1844 AD.
5. O SANTUÁRIO CELESTIAL PURIFICADO - UM JULGAMENTO
O anjo disse a Daniel em 1844, no final dos 2.300 dias, "o santuário será purificado" (Daniel 8:14, Almeida Revista e Atualizada, 2a edição). Mas o que isso significa? Desde o ano 70 AD, quando os romanos destruíram o templo em Jerusalém, o povo de Deus não tem um templo na terra. Por isso, o santuário a ser purificado, começando em 1844, teria que ser o santuário celestial do qual o santuário terrestre era uma réplica.
Como descobrimos na Lição 12, a atividade de Cristo por nós no santuário tem duas fases: (1) Os sacrifícios diários concentravam-se no ministério do sacerdote no primeiro compartimento do santuário, o Lugar Santo. (2) O sacrifício anual concentrava-se no ministério do Sumo Sacerdote no segundo compartimento, o Lugar Santíssimo (Levítico 16).
No santuário terrestre, quando as pessoas confessavam seus pecados a cada dia, o sangue dos animais mortos era aspergido nas pontas do altar, e então transferido para o Lugar Santo (Levítico 4 e 6). Assim, simbolicamente, dia após dia, os pecados confessados eram trazidos para o santuário e depositados ali.
Então, uma vez por ano, no Dia da Expiação, o santuário era purificado de todos os pecados confessados durante o ano que tinha passado (Levítico 16). Para efetuar essa purificação, o Sumo Sacerdote fazia um sacrifício especial de um bode consagrado. Ele então levava o sangue do bode para o Lugar Santíssimo e aspergia esse sangue de purificação diante da tampa da arca, para mostrar que o sangue de Jesus, o Redentor vindouro, pagaria o preço pelos pecados. O Sumo Sacerdote então, simbolicamente, removia os pecados confessados do santuário e os transferia para outro bode, que era levado para fora do acampamento, para morrer no deserto (Levítico 16:20-22).
Essa cerimônia anual do Dia da Expiação purificava o santuário do pecado. O povo considerava esse dia como um dia de julgamento, pois aqueles que se recusassem a confessar seus pecados eram considerados pecadores e eram eliminados do povo de Deus. (23:29).
O que o sumo sacerdote simbolicamente fazia uma vez por ano, Jesus fará de uma vez por todas como nosso Sumo Sacerdote (Hebreus 9:6-12). No grande dia do julgamento, Ele removerá do santuário os pecados confessados de todos os que O aceitaram como Salvador. Se tivermos confessado nossos pecados, Ele irá apagar para sempre os registros dos nossos pecados naquele dia (Atos 3:19). Esse ministério é o trabalho de julgar que Jesus deu início em 1844.
Em 1844 quando a hora do julgamento de Deus começou no céu, uma mensagem sobre essa hora do julgamento começou a ser pregada pelo mundo (Apocalipse 14:6, 7). Uma lição futura das DESCOBERTAS BÍBLICAS tratará dessa mensagem.
6. ENFRENTANDO O REGISTRO DA SUA VIDA NO JULGAMENTO
Desde 1844, Cristo, como Juiz, tem estado verificando os registros da vida de cada pessoa que já viveu nessa terra, para confirmar quem será salvo quando Jesus vier. Como nosso Juiz, Jesus cancelará todos os pecados dos juntos dos registros celestiais (Atos 3:19).
Quando nosso nome aparecer no julgamento, será fácil enfrentar o registro de sua vida, caso você tenha aceitado Cristo como seu Substituto. Quando o julgamento dos justos tiver terminado, Jesus voltará para recompensá-los (Apocalipse 22:12, 14).
Está você pronto para a volta de Jesus? Ou ainda há alguma coisa que você tem mantido em segredo dEle? Busque ter um relacionamento pessoal e honesto com Aquele que promete:
"Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça". I João 1:9
Confissão simplesmente significa concordar em enfrentar nossos pecados, aceitar o perdão de Deus, e reconhecer nossa necessidade de Seu poder e graça.
Enquanto estava visitando a prisão de Potsdam, o Rei Frederico William I ouviu um grande número de pedidos de perdão. Todos os prisioneiros juravam que juízes preconceituosos, testemunhas falsas, ou advogados inescrupulosos eram responsáveis por seus aprisionamentos. Indo de cela em cela, o rei ouvia a mesma história de inocência.
Mas, numa cela, um prisioneiro não disse nada. Com surpresa, Frederico brincou: "Eu suponho que você também é inocente".
"Não, Majestade", o homem respondeu. "Eu sou culpado e mereço totalmente tudo o que acontecer comigo".
O rei virou-se para o guarda e falou em voz alta: "Rápido, libertem esse malandro imediatamente, antes que ele corrompa esse grande número de cavalheiros inocentes que aqui estão".
Como você está se preparando para o julgamento? Como estamos nos preparando para a vinda de Cristo? Você só precisa de uma confissão honesta da verdade: "Eu mereço totalmente a penalidade da morte pelos meus pecados, mas Outro tomou meu lugar e me deu um perdão maravilhoso".
Faça um compromisso agora mesmo de que independente do que aconteça a você seu relacionamento com Cristo há de ser honesto e sincero, e proveniente do fundo do seu coração.
Copyright © 2004 The Voice of Prophecy Radio Broadcast
Los Angeles, California, U.S.A.
Isso parecia um crime perfeito. A polícia, a princípio, não conseguiu encontrar nenhuma pista. Mas então, percebeu-se um pequeno fio preso a um porta-lápis em cima da escrivaninha. O fio levava a um toca-fitas que se encontrava dentro de uma gaveta da escrivaninha. Foi descoberto que o porta-lápis em realidade ocultava um microfone que o médico usava para gravar suas conversas com os pacientes durante as sessões de aconselhamento.
Os investigadores rapidamente rebobinaram a fita e, para surpresa geral, começaram a ouvir uma repetição do crime. Um homem de nome Antônio entrara no escritório e começara uma acalorada discussão com o médico. Tiros foram disparados. A fita terminava com os terríveis gemidos do médico morto no carpete.
Cada detalhe macabro havia sido gravado. O assassino pensou que seu crime permaneceria para sempre em segredo. Ele tinha sido cuidadoso para não deixar pistas. Mas a fita contou toda a história.
Nessa lição, iremos aprender sobre o julgamento final de Deus, quando todos os seres humanos serão "julgados de acordo com o que" têm feito (Apocalipse 20:12). Para aqueles que não aceitaram a Cristo como seu Salvador, essas serão notícias péssimas. Mas o julgamento é uma notícia maravilhosa para aqueles que encontraram segurança em Cristo.
1. COMO VOCÊ PODE ENFRENTAR O JULGAMENTO SEM TEMOR
Quem julgará o mundo?
"O Pai a ninguém julga, mas confiou todo o julgamento ao Filho". João 5:22 (A não ser quando indicado, todos os textos bíblicos da série DESCOBERTAS BÍBLICAS são da Nova Versão Internacional da Bíblia [NVI].).
Como a cruz preparou Cristo para se tornar o nosso Juiz?
"Deus O [a Jesus] ofereceu como sacrifício para propiciação mediante a fé, pelo seu sangue, demonstrando a sua justiça... a fim de ser JUSTO E JUSTIFICADOR daquele que tem fé em Jesus". Romanos 3:25, 26
A morte de Cristo em nosso favor O capacita para agir tanto como justo Juiz quanto como um gracioso Justificador, que pode perdoar o pecador arrependido. Quando a audiência do universo faz a pergunta: "Como um juiz imparcial pode declarar que uma pessoa culpada é inocente?" Cristo responde apontando para as cicatrizes de Suas mãos. Ele já pagou o preço justo por nossos pecados em Seu próprio corpo.
Os livros do céu preservam um registro de cada vida individual, e esses registros são utilizados no julgamento (Apocalipse 20:12). Isso é notícia ruim para aqueles que imaginam que seus pecados e crimes secretos nunca serão revelados. Mas há notícias maravilhosas para aqueles que aceitaram sinceramente a Cristo como seu Advogado no céu: "O sangue de Jesus... nos purifica de todo pecado" (I João 1:7).
O que Jesus oferece em troca de nossa vida de pecado?
"Deus tornou pecado por nós Aquele [Cristo] que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus". II Coríntios 5:21
Nossa vida de pecado é trocada pela vida perfeita de justiça de Cristo. Por causa da vida sem pecados e da morte de Jesus, Deus pode nos perdoar e nos tratar como se nunca tivéssemos pecado.
O que qualifica Jesus para ser nosso Advogado e Juiz?
2. CRISTO VEIO NO TEMPO CERTO
No Seu batismo, Jesus foi ungido pelo Espírito Santo:
"Assim que Jesus foi batizado, saiu da água. Naquele momento o céu se abriu, e ele viu o Espírito de Deus descendo como pomba e pousando sobre Ele. Então uma voz dos céus disse: 'Este é o meu Filho amado, em quem me agrado'". Mateus 3:16, 17
Após a unção de Cristo pelo Espírito Santo em Seu batismo, os discípulos anunciaram:
"Achamos o Messias". João 1:41
Os discípulos sabiam que a palavra hebraica para "Messias" e a palavra grega para "Cristo" ambas significavam "o Ungido".
Lucas, um discípulo de Jesus, registrou a data da unção de Jesus como o Messias: o décimo quinto ano de Tibério César (Lucas 3:1). Para nós, isso seria o ano 27 AD.
Mais de 500 anos antes da vinda de Jesus, o profeta Daniel predisse que Jesus seria ungido como Messias no ano 27 AD:
"A partir da promulgação do decreto que manda restaurar e reconstruir Jerusalém até que o Ungido... venha, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas". Daniel 9:25
Sete semanas e sessenta e duas semanas perfazem um total de sessenta e nove semanas ou 483 dias (7 x 69 = 483 dias). Na profecia bíblica, o simbolismo de um dia equivale a um ano (Ezequiel 4:6; Números 14:34). Logo, os 483 dias são iguais a 483 anos. Daniel predisse que um decreto seria promulgado para restaurar e reconstruir Jerusalém, exatamente 483 anos depois desse decreto, o Messias apareceria.
Será que Jesus apareceu como Messias no tempo predito? Artaxerxes promulgou o decreto para reconstruir Jerusalém em 457 AC (Esdras 7:7-26). Os 483 dias, então, terminaram no ano 27 AD (457 AC + 27 AD = 484. O decreto foi promulgado durante o ano 457 e Cristo foi ungido durante o ano 27 AD, fazendo com que ambos sejam contados parcialmente, por isso o tempo correto seria 483 anos).
No tempo exato que havia sido predito, no ano 27 AD, Jesus apareceu com a mensagem: "O tempo é chegado". A precisão do cumprimento dessa profecia bíblica é uma confirmação impressionante que Jesus de Nazaré verdadeiramente é o Messias, o Deus encarnado em forma humana.
Por quanto tempo Jesus confirmaria a promessa?
"Com muitos Ele fará uma aliança [promessa] que durará uma semana". Daniel 9:27, primeira parte.
Quando aplicamos o princípio dia-ano, essa semana seria de sete anos. Por isso, por sete anos, de 27 a 34 AD, Jesus faria "uma aliança" ou promessa. Ele tinha feito essa promessa a Adão e Eva pouco depois de terem pecado. Deus fez uma aliança, uma promessa, que Ele salvaria a raça humana do pecado através da morte de Alguém que seria enviado para morrer por nossos pecados (Gênesis 3:15).
O que deveria acontecer no meio da sétima semana?
"No meio da semana Ele dará fim ao sacrifício e à oferta". Daniel 9:27, última parte.
Jesus foi crucificado em 31 AD, no "meio da semana". No momento da morte de Cristo, Deus rasgou "o véu do templo... de alto a baixo". (Mateus 27:51). A oferta sacrifical que estava próxima de ser sacrificada (um símbolo de Jesus, "o Cordeiro de Deus") escapou das mãos do sacerdote. Esse era um sinal de que Deus não desejava mais que a humanidade oferecesse sacrifícios de animais. Ao cumprir a profecia ao pé da letra, Jesus pôs um fim na necessidade de outros sacrifícios serem oferecidos. Desde a morte de Cristo, as pessoas ganharam acesso a Deus não através de sacrifícios animais e sacerdotes humanos, mas através do Messias, o Cordeiro de Deus e nosso Sumo Sacerdote.
3. A CERTEZA DO PERDÃO DOS PECADOS
De acordo com a profecia de Daniel, por que Jesus morreu?
"O Líder de Deus [o Ungido] será morto injustamente". Daniel 9:26, Versão Nova Tradução na Linguagem de Hoje.
Em Sua morte na cruz, Jesus foi morto injustamente. Ele morreu não para pagar o preço do Seu próprio pecado, mas para pagar o preço dos pecados do mundo inteiro.
Como podemos saber que todos os nossos pecados são perdoados por Deus?
"Justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo para todos os que crêem... TODOS PECARAM... [e são] JUSTIFICADOS gratuitamente POR SUA GRAÇA, por meio da redenção que há em Cristo Jesus... MEDIANTE A FÉ, PELO SEU SANGUE". Romanos 3:22-25
Os pontos chaves nesses versos são: "Todos pecaram" mas por causa da "graça" de Deus, todos são "justificados", mediante a "fé" no poder purificador do "sangue" de Cristo. Quando somos justificados, Deus nos declara inocentes, eliminando a culpa de nossos pecados passados. E Deus nos declara justos; "justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo".
Todos nós que estamos exaustos pela busca de sermos suficientemente bons, a fim de nos elevarmos a nós mesmos, podemos encontrar descanso real na aceitação graciosa de Cristo. Ele promete: "Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso" (Mateus 11:28). Todos nós que estamos sobrecarregados pelas cicatrizes do passado e pelas dores de um sentimento de inadequação e vergonha podemos encontrar paz e completude em Cristo.
4. O COMEÇO DO TEMPO DE JULGAMENTO
No oitavo capítulo de Daniel, um anjo mostrou ao profeta um grande panorama do futuro. Daniel viu (1) um carneiro, (2) um bode, e (3) saindo de um dos chifres do bode, "um pequeno chifre que logo cresceu em poder" (Daniel 9:8, 9); símbolos representando (1) Medo-Pérsia, (2) Grécia, e (3) Roma (Daniel 8:1-12, 20-26).
Qual é a quarta parte da profecia?
"'Quanto tempo durarão os acontecimentos anunciados por esta visão? Até quando será suprimido o sacrifício diário...?' Ele me disse: 'Isso tudo levará duas mil e trezentas tardes e manhãs [em Hebraico, dias]; então o santuário será reconsagrado [purificado]'". Daniel 8:13, 14
Daniel desmaiou antes que o anjo pudesse explicar a parte da profecia sobre os 2.300 dias, e o oitavo capítulo termina sem a interpretação da mesma. Porém, mais tarde, o anjo reapareceu e disse:
"Preste atenção à mensagem para entender a visão: Setenta semanas estão decretadas [em Hebraico, separadas] para o seu povo e sua santa cidade a fim de acabar com a transgressão, dar fim ao pecado, expiar as culpas". Daniel 9:22
Os 2.300 dias, claro, são 2.300 anos, cada dia representando um ano (Ezequiel 4:6). Setenta semanas, ou 490 anos, constituiu a primeira parte do período de 2.300 anos. Ambos os períodos começaram no ano 457 AC, quando a Pérsia promulgou o decreto "para restaurar e reconstruir Jerusalém". Subtraindo 490 anos dos 2.300 anos, sobram 1810. Somando 1810 anos a 34 DC, que foi a data que terminaram os 490 anos, isso nos leva a 1844 AD.
5. O SANTUÁRIO CELESTIAL PURIFICADO - UM JULGAMENTO
O anjo disse a Daniel em 1844, no final dos 2.300 dias, "o santuário será purificado" (Daniel 8:14, Almeida Revista e Atualizada, 2a edição). Mas o que isso significa? Desde o ano 70 AD, quando os romanos destruíram o templo em Jerusalém, o povo de Deus não tem um templo na terra. Por isso, o santuário a ser purificado, começando em 1844, teria que ser o santuário celestial do qual o santuário terrestre era uma réplica.
Como descobrimos na Lição 12, a atividade de Cristo por nós no santuário tem duas fases: (1) Os sacrifícios diários concentravam-se no ministério do sacerdote no primeiro compartimento do santuário, o Lugar Santo. (2) O sacrifício anual concentrava-se no ministério do Sumo Sacerdote no segundo compartimento, o Lugar Santíssimo (Levítico 16).
No santuário terrestre, quando as pessoas confessavam seus pecados a cada dia, o sangue dos animais mortos era aspergido nas pontas do altar, e então transferido para o Lugar Santo (Levítico 4 e 6). Assim, simbolicamente, dia após dia, os pecados confessados eram trazidos para o santuário e depositados ali.
Então, uma vez por ano, no Dia da Expiação, o santuário era purificado de todos os pecados confessados durante o ano que tinha passado (Levítico 16). Para efetuar essa purificação, o Sumo Sacerdote fazia um sacrifício especial de um bode consagrado. Ele então levava o sangue do bode para o Lugar Santíssimo e aspergia esse sangue de purificação diante da tampa da arca, para mostrar que o sangue de Jesus, o Redentor vindouro, pagaria o preço pelos pecados. O Sumo Sacerdote então, simbolicamente, removia os pecados confessados do santuário e os transferia para outro bode, que era levado para fora do acampamento, para morrer no deserto (Levítico 16:20-22).
Essa cerimônia anual do Dia da Expiação purificava o santuário do pecado. O povo considerava esse dia como um dia de julgamento, pois aqueles que se recusassem a confessar seus pecados eram considerados pecadores e eram eliminados do povo de Deus. (23:29).
O que o sumo sacerdote simbolicamente fazia uma vez por ano, Jesus fará de uma vez por todas como nosso Sumo Sacerdote (Hebreus 9:6-12). No grande dia do julgamento, Ele removerá do santuário os pecados confessados de todos os que O aceitaram como Salvador. Se tivermos confessado nossos pecados, Ele irá apagar para sempre os registros dos nossos pecados naquele dia (Atos 3:19). Esse ministério é o trabalho de julgar que Jesus deu início em 1844.
Em 1844 quando a hora do julgamento de Deus começou no céu, uma mensagem sobre essa hora do julgamento começou a ser pregada pelo mundo (Apocalipse 14:6, 7). Uma lição futura das DESCOBERTAS BÍBLICAS tratará dessa mensagem.
6. ENFRENTANDO O REGISTRO DA SUA VIDA NO JULGAMENTO
Desde 1844, Cristo, como Juiz, tem estado verificando os registros da vida de cada pessoa que já viveu nessa terra, para confirmar quem será salvo quando Jesus vier. Como nosso Juiz, Jesus cancelará todos os pecados dos juntos dos registros celestiais (Atos 3:19).
Quando nosso nome aparecer no julgamento, será fácil enfrentar o registro de sua vida, caso você tenha aceitado Cristo como seu Substituto. Quando o julgamento dos justos tiver terminado, Jesus voltará para recompensá-los (Apocalipse 22:12, 14).
Está você pronto para a volta de Jesus? Ou ainda há alguma coisa que você tem mantido em segredo dEle? Busque ter um relacionamento pessoal e honesto com Aquele que promete:
"Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça". I João 1:9
Confissão simplesmente significa concordar em enfrentar nossos pecados, aceitar o perdão de Deus, e reconhecer nossa necessidade de Seu poder e graça.
Enquanto estava visitando a prisão de Potsdam, o Rei Frederico William I ouviu um grande número de pedidos de perdão. Todos os prisioneiros juravam que juízes preconceituosos, testemunhas falsas, ou advogados inescrupulosos eram responsáveis por seus aprisionamentos. Indo de cela em cela, o rei ouvia a mesma história de inocência.
Mas, numa cela, um prisioneiro não disse nada. Com surpresa, Frederico brincou: "Eu suponho que você também é inocente".
"Não, Majestade", o homem respondeu. "Eu sou culpado e mereço totalmente tudo o que acontecer comigo".
O rei virou-se para o guarda e falou em voz alta: "Rápido, libertem esse malandro imediatamente, antes que ele corrompa esse grande número de cavalheiros inocentes que aqui estão".
Como você está se preparando para o julgamento? Como estamos nos preparando para a vinda de Cristo? Você só precisa de uma confissão honesta da verdade: "Eu mereço totalmente a penalidade da morte pelos meus pecados, mas Outro tomou meu lugar e me deu um perdão maravilhoso".
Faça um compromisso agora mesmo de que independente do que aconteça a você seu relacionamento com Cristo há de ser honesto e sincero, e proveniente do fundo do seu coração.
Copyright © 2004 The Voice of Prophecy Radio Broadcast
Los Angeles, California, U.S.A.
Dilma supera Lula e FHC em aprovação de início de governo, diz CNI/Ibope
O início do governo da presidente Dilma Rousseff tem a melhor avaliação dos últimos 12 anos, quando a pesquisa CNI/Ibope começou a ser feita. Nos dados divulgados hoje (1º), 56% das pessoas avaliam o governo Dilma em ótimo ou bom. O índice é superior à aprovação do início do primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – que em 2003 era de 51% –, e do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 1999. Na época o índice do tucano era de 41%.
Entretanto, na avaliação quanto à aprovação do governo, Dilma aparece praticamente empatada com Lula, no primeiro mandato, em 2003. Dilma aparece com 73% de aprovação. Lula tinha 75% há oito anos. Mas no índice de confiança do governo, Dilma aparece atrás de Lula, com 74%. Lula tinha 80% no início de seu primeiro mandato.
Essa é a primeira pesquisa CNI/Ibope desde a posse de Dilma. Segundo o gerente executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Renato da Fonseca, o índice de aprovação de Dilma se deve ao seu bom relacionamento com Lula. “Ela foi a candidata do Lula e continua tendo um bom relacionamento com ele. Não tem aquela avaliação tão alta como estava o Lula no fim de governo, mas não se pode comparar uma avaliação de fim de governo com uma de início”, explicou.
A pesquisa ainda traz a percepção dos entrevistados em relação ao noticiário. Para 33% dos entrevistados, as notícias recentemente divulgadas sobre o governo foram favoráveis a Dilma. Para 41%, as notícias não são nem favoráveis, nem desfavoráveis. E para 7%, as notícias são mais desfavoráveis.
73% aprovam governo Dilma
A presidente Dilma Rousseff tem 73% de aprovação, segundo a pesquisa divulgada hoje. O percentual de cidadãos que desaprovam a presidenta alcançou 12%. Além disso, 74% dos entrevistados disseram ter confiança em Dilma, contra 16% que não confiam.
Nesses três primeiros meses de governo, 56% dos entrevistados apresentaram avaliação ótima ou boa, 27% consideraram regular e apenas 5% avaliaram como ruim ou péssimo.
Em outro ponto, 64% consideraram o governo de Dilma Rousseff igual ao anterior, de Luiz Inácio Lula da Silva; 12% o classificam como melhor e 13% dos entrevistados consideraram o atual governo pior que a gestão passada. Para 14% dos entrevistados, Dilma tem um estilo de governar muito diferente de Lula, 40% acham o estilo um pouco diferente e 39% consideram que não existe diferença entre os dois.
Foram entrevistadas 2.002 pessoas em 141 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Entretanto, na avaliação quanto à aprovação do governo, Dilma aparece praticamente empatada com Lula, no primeiro mandato, em 2003. Dilma aparece com 73% de aprovação. Lula tinha 75% há oito anos. Mas no índice de confiança do governo, Dilma aparece atrás de Lula, com 74%. Lula tinha 80% no início de seu primeiro mandato.
Essa é a primeira pesquisa CNI/Ibope desde a posse de Dilma. Segundo o gerente executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Renato da Fonseca, o índice de aprovação de Dilma se deve ao seu bom relacionamento com Lula. “Ela foi a candidata do Lula e continua tendo um bom relacionamento com ele. Não tem aquela avaliação tão alta como estava o Lula no fim de governo, mas não se pode comparar uma avaliação de fim de governo com uma de início”, explicou.
A pesquisa ainda traz a percepção dos entrevistados em relação ao noticiário. Para 33% dos entrevistados, as notícias recentemente divulgadas sobre o governo foram favoráveis a Dilma. Para 41%, as notícias não são nem favoráveis, nem desfavoráveis. E para 7%, as notícias são mais desfavoráveis.
73% aprovam governo Dilma
A presidente Dilma Rousseff tem 73% de aprovação, segundo a pesquisa divulgada hoje. O percentual de cidadãos que desaprovam a presidenta alcançou 12%. Além disso, 74% dos entrevistados disseram ter confiança em Dilma, contra 16% que não confiam.
Nesses três primeiros meses de governo, 56% dos entrevistados apresentaram avaliação ótima ou boa, 27% consideraram regular e apenas 5% avaliaram como ruim ou péssimo.
Em outro ponto, 64% consideraram o governo de Dilma Rousseff igual ao anterior, de Luiz Inácio Lula da Silva; 12% o classificam como melhor e 13% dos entrevistados consideraram o atual governo pior que a gestão passada. Para 14% dos entrevistados, Dilma tem um estilo de governar muito diferente de Lula, 40% acham o estilo um pouco diferente e 39% consideram que não existe diferença entre os dois.
Foram entrevistadas 2.002 pessoas em 141 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
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