Atualmente, cerca de 20 milhões de pessoas morrem em todo o mundo por doenças ligadas ao coração e 500 milhões sofrem de problemas renais, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, estima-se que mais de 10 milhões de brasileiros apresentem algum grau de disfunção renal, o que contribui consideravelmente para a evolução de doenças cardiovasculares.
As doenças do coração são muito frequentes e quando associadas às doenças renais podem ter evolução mais rápida e de difícil controle. A doença renal crônica pode provocar anemia, causar descontrole dos níveis de colesterol e triglicerídeos e dificultar o controle da pressão arterial. Além disso, pode acelerar o processo de aterosclerose, causando calcificação e formação de placas gordurosas nas artérias coronarianas e artérias cerebrais, podendo levar a infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).
“Doenças cardíacas e doenças renais se encontram associadas em muitos pacientes, pois os problemas renais facilitam o desenvolvimento de doenças cardíacas e agravam a sua evolução, enquanto que as doenças cardíacas, por sua vez, também podem facilitar o surgimento de problemas renais, muitas vezes graves e irreversíveis. Os médicos envolvidos na assistência a estes pacientes sempre estão atentos para a detecção precoce destas complicações” explica o cardiologista, Dr. Alex Felix, do Lâmina Medicina Diagnóstica / Dasa.
Campanhas vem sendo realizadas para alertar a população sobre os aspectos e potenciais riscos destas doenças, com enfoque especial na sua prevenção, como a realizada no ultimo Dia Mundial do Rim, em 10 de marco deste ano, quando a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) lançou a campanha “Proteja seus rins, salve seu coração” com ações de conscientização em todo o pais.
“Existem medidas simples e eficazes para a prevenção de ambas as doenças, como por exemplo: o controle adequado da pressão arterial, a adoção de hábitos de vida saudável, como dieta equilibrada, exercícios regulares e combate a obesidade. Reduzir o consumo de sal, não fumar, realizar controle adequado do colesterol e do diabetes, também é de grande importância. Estas medidas devem sempre ser coordenadas através de acompanhamento médico regular, possibilitando também a avaliação periódica de outros fatores de risco e a realização de exames laboratoriais de rotina, como por exemplo a dosagem de uréia e creatinina no sangue, permitindo a detecção precoce de alterações da função renal” diz Dr. Felix.
Exames simples e de baixo custo, como a dosagem de uréia e creatinina no sangue, são ferramentas extremamente úteis para o diagnóstico precoce das alterações da função renal. Alterações mais sutis da função renal podem ser avaliadas com exame de urina de 24 horas, para determinação do clearence de creatinina, que possibilita determinar quantitativamente a função dos rins. É importante também a avaliação de outros fatores de risco cardiovascular, como a dosagem de índices de colesterol, triglicerídeos, ácido úrico, glicose e hemoglobina glicada, além da realização de exames de imagem, como ultrassonografia dos rins, ecocardiograma e eletrocardiograma, para uma avaliação completa dos sistemas cardiovascular e renal.
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