segunda-feira, 30 de maio de 2011

Caixa vai lançar site de apostas

A partir do primeiro semestre de 2012 a Caixa Econômica Federal vai colocar na internet um site de apostas na Mega-Sena com o objetivo de atrair 20 milhões de novos usuários para a loteria, dobrando o total atual.

A intenção foi manifestada na última quinta-feira, 26, pelo banco estatal. Atualmente, só correntistas da Caixa podem apostar na Mega-Sena pela internet.

“Estamos nos adequando à demanda do apostador, mas é preciso repassar toda a segurança que hoje ele tem para o ambiente virtual. Por isso, fizemos um projeto piloto e estamos trabalhando conjuntamente com empresários lotéricos”, disse ao G1 o vice-presidente dos Fundos de Governo e Loterias da Caixa, Fábio Cleto.

Fontes: G1 - Caixa estuda site para apostas da Mega-Sena pela internet

Caixa vai lançar site de apostas

A partir do primeiro semestre de 2012 a Caixa Econômica Federal vai colocar na internet um site de apostas na Mega-Sena com o objetivo de atrair 20 milhões de novos usuários para a loteria, dobrando o total atual.

A intenção foi manifestada na última quinta-feira, 26, pelo banco estatal. Atualmente, só correntistas da Caixa podem apostar na Mega-Sena pela internet.

“Estamos nos adequando à demanda do apostador, mas é preciso repassar toda a segurança que hoje ele tem para o ambiente virtual. Por isso, fizemos um projeto piloto e estamos trabalhando conjuntamente com empresários lotéricos”, disse ao G1 o vice-presidente dos Fundos de Governo e Loterias da Caixa, Fábio Cleto.

Fontes: G1 - Caixa estuda site para apostas da Mega-Sena pela internet

Caixa vai lançar site de apostas

A partir do primeiro semestre de 2012 a Caixa Econômica Federal vai colocar na internet um site de apostas na Mega-Sena com o objetivo de atrair 20 milhões de novos usuários para a loteria, dobrando o total atual.

A intenção foi manifestada na última quinta-feira, 26, pelo banco estatal. Atualmente, só correntistas da Caixa podem apostar na Mega-Sena pela internet.

“Estamos nos adequando à demanda do apostador, mas é preciso repassar toda a segurança que hoje ele tem para o ambiente virtual. Por isso, fizemos um projeto piloto e estamos trabalhando conjuntamente com empresários lotéricos”, disse ao G1 o vice-presidente dos Fundos de Governo e Loterias da Caixa, Fábio Cleto.

Fontes: G1 - Caixa estuda site para apostas da Mega-Sena pela internet

domingo, 29 de maio de 2011

Lua pode ter a mesma quantidade de água que a Terra

Mais uma dos Americanos. A mesma equipe de cientistas das universidades Case Western Reserve e Brown que descobriram evidências de que há água na Lua em 2008, agora acredita que, no interior da Lua, haja cem vezes mais água do que se pensava inicialmente. A descoberta lança dúvidas sobre a formação do satélite.

Antes dos estudos de 2008 que examinaram cristais vulcânicos trazidos pelas missões Apollo, acreditava-se que a Lua era um local seco e poeirento. As novas descobertas foram feitas com o uso de um instrumento de precisão, chamado NanoSIMS 50L — um microanalisador de íons– para examinar o magma lunar ou pequenas quantidades de rocha derretida, coletada pela Apollo 17, a última missão norte-americana à Lua, em 1972.

“Estas amostras são a melhor janela que temos para calcular a quantidade de água no interior da Lua. O interior parece ser bastante similar ao interior da Terra, razão pela qual sabemos sobre a abundância de água”, disse James Van Orman, coautor do estudo e professor de ciências geológicas do Case Western.

A pesquisa confirma as teorias de que a Terra e o satélite têm origens comuns, mas lança dúvidas sobre a crença de que a Lua pode ter se formado após um desprendimento da Terra, perdendo boa parte de sua umidade nesse processo de alta temperatura. Segundo essa teoria, formulada nos anos 1970, a Lua se formou depois que o nosso planeta colidiu com uma rocha espacial ou planeta 4,5 bilhões de anos atrás.

A Nasa (agência espacial norte-americana) anunciou, em 2009, que duas naves enviadas à Lua para colidir com a superfície do satélite descobriram pela primeira vez água congelada, uma revelação considerada um enorme passo adiante na exploração espacial.

Fontes: Folha - Lua pode conter tanta água quanto a Terra, revela estudo

quinta-feira, 26 de maio de 2011

O primeiro problema do Enem 2011?

Após ter suas últimas edições envoltas em problemas de toda ordem, o Exame Nacional do Ensino Médio teve as inscrições para as provas da sua edição de 2011 abertas nesta segunda-feira, 23, mas já há quem aponte novas falhas de organização no processo seletivo.

No mesmo dia em que as inscrições para o Enem 2011 foram abertas, o procurador da República Oscar Costa Filho ajuizou uma ação civil pública pedindo uma alteração no edital do exame, elaborado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), para garantir aos estudantes o direito de pedir revisão das provas, caso eles assim julgarem necessário.

‘Edital precisa ser revisto imediatamente’
“Ao elaborar esse edital, o MEC e o Inep ignoraram as normas que regem os concursos. Todo candidato tem direito a defesa. Ele deve estar apto a contestar a nota, assim como ter acesso ao espelho dessa correção. Sem isso, ele está sendo prejudicado. Por isso, o edital precisa ser revisto imediatamente. Acreditamos que, desta vez, conseguiremos atacar o problema em sua origem”, disse o procurador à revista Veja.

O procurador Oscar Costa Filho é o mesmo que no início deste ano entrou com uma ação que suspendeu a divulgação das notas dos estudantes na avaliação de 2010, por entender que os alunos que haviam recebido cadernos de prova com falhas de impressão mereciam uma nova chance.

‘Excrescência’
Naquela ocasião, Costa Filho acabou derrotado pela justiça e pelas pressões do Ministério da Educação. Agora, ele acredita que as coisas serão diferentes: ”A justiça tem agora a oportunidade de julgar o mérito do Enem, e não apenas tomar decisões com medo de atrapalhar o cronograma do processo seletivo, como ocorreu na edição de 2010″.

O procurador ressalta ainda que é uma ”excrescência” o fato de o edital do Enem 2011 prever que é dever do estudante verificar se sua prova contém erros de impressão.

Leia mais:

Enem: credibilidade em xeque?

Fontes: Veja - Edital do Enem 2011 contém 'excrescência' jurídica, diz procurador

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Os 50 anos de Apollo 11

Há 50 anos, em 25 de maio de 1961, John Kennedy convocou uma sesssão no Congresso norte-americano para que o país se comprometesse, antes da década acabar, em enviar um homem à Lua e o trazer de volta à Terra, em segurança. Se eles conseguissem, dizia ele, não seria apenas um homem a chegar na lua, mas uma nação inteira. Pouco mais de oito anos depois, quando Neil Armstrong se tornou o primeiro homem a pisar na superfície lunar, as imagens estamparam a memória de toda uma geração de terráqueos.

Muitos acreditaram que Kennedy acelerou a corrida à lua para se recuperar do fiasco da Baía dos Porcos. Para John Logsdon, o decano dos estudos espaciais norte-americanos, Kennedy não estava especialmente interessado no espaço. Em seu novo livro, “John F. Kennedy e a corrida para a Lua”, mostra uma visão mais generosa do acontecimento. Depois que a União Soviética colocou Yuri Gagarin em órbita, o ex-presidente acreditava ser vital para os Estados Unidos assumir e vencer os soviéticos em algo realmente difícil. A lua caiu como uma luva.

Quanto a saber se o evento valeu a pena, ainda não há respostas, mesmo passados 50 anos. O projeto Apollo custou cerca de US$ 150 bilhões (cotados na moeda atual), cinco vezes mais que o projeto Manhattan e 18 vezes mais o custo de escavação do canal do Panamá. Entretanto, o pouso na lua foi mais que uma vitória na Guerra Fria, também mudou a forma com que as pessoas de todas as nações refletiam sobre si mesmas e sobre o mundo que compartilham.

O jubileu do discurso de Kennedy chega em um momento complicado para a política espacial norte-americana. O lançamento, esta semana, do Endeavour, recebeu atenção especial porque foi comandado por Mark Kelly, marido da deputada do Arizona, Gabrielle Giffords. Ainda mais significativo será o último voo do Endeavour. Quando o Atlantis fizer sua última viagem, em meados de julho, todo o programa de 30 anos de voos do ônibus espacial chegará ao fim.

Os ônibus nunca conquistaram a imaginação pública como o programa da Lua. Foram confinados à órbita da Terra, onde fizeram seu trabalho, sem glamour, de lançamento de satélites ou transporte de astronautas para a Estação Espacial Internacional. A opinião pública se chocou com as tragédias, mas se seduziram pelos sucessos cotidianos. De fato, foram menos sucessos do que o anunciado.

O que os ônibus previam, entretanto, era uma maneira para a América transportar pessoas em baixa órbita da Terra. Uma vez que a frota está aterrada, por um tempo não há maneiras próprias de entregar homens em qualquer parte do espaço. O Congresso ordenou a Nasa a contribuir com um novo foguete, mais poderoso e maior que o Saturn V, mas o presidente Barack Obama cancelou todos os planos de voltar à Lua.

Para a maioria dos americanos, negligenciar o voo espacial humano desta forma parece um triste fim para o capítulo glorioso de Kennedy, aberto há meio século. Ele decidiu fazer conquistas para os Estados Unidos em um espaço emblemático da grandeza nacional, e o projeto teve êxito. O programa Apollo imitou os aspectos da economia, desenhada para repudiar.

sábado, 21 de maio de 2011

IBDD divulga roteiro de oportunidades de emprego para pessoas com deficiência

As duas últimas edições do Informe do IBDD despertaram grande interesse dos leitores em todo o paí­s. Durante a semana, recebemos centenas de mensagens eletrônicas com pedidos de informações sobre treinamentos, cursos de qualificação e oportunidades de vagas no mercado de trabalho para pessoas com deficiência.

Diante da grande quantidade de pedidos de informações, dedicamos esta edição do Informe para responder às dúvidas e demandas dos leitores, reproduzindo as principais perguntas que nos foram enviadas e oferecendo um roteiro de como dispor dos serviços do IBDD para a inclusão no mercado de trabalho.

Como o IBDD pode me ajudar a conseguir emprego?

O IBDD é uma ONG que tem entre suas especialidades, a busca pela inclusão dos profissionais com deficiência no mercado de trabalho. Para isso, trabalhamos em parceria com diversas empresas de diferentes portes e ramos de atuação.É dessa parceria que surgem as oportunidades de cursos, treinamentos e vagas no mercado de trabalho que oferecemos para as pessoas com deficiência.

O que devo fazer para me habilitar para as oportunidades?

Você deve entrar no site do Instituto (www.ibdd.org.br) e, na capa, clicar no quadro "precisa de emprego?"? e cadastrar o seu currí­culo no nosso banco de dados. Ou, se você não tiver acesso à internet, pode ir ao IBDD, na Rua Artur Bernardes, 26, Catete. O cadastro é só para pessoas com deficiência e deve ser periodicamente atualizado, com contatos (telefone e email) que facilitem a sua localização rapidamente. Mas atenção: a inscrição no nosso banco de dados por si só não garante vaga no mercado de trabalho. As oportunidades surgem na medida em que as empresas parceiras precisem contratar profissionais. Por isso, é importante que você forneça no currí­culo o maior número possível de informações sobre o seu perfil.

O IBDD só oferece vagas no Rio de Janeiro?

Não. Apesar de ter sua sede no Rio de Janeiro, o IBDD atende em todo o Brasil, fazendo recrutamento e seleção em qualquer região que as empresas parceiras precisarem. Por isso, mesmo que você não seja do Rio de Janeiro, pode se cadastrar no nosso banco de currí­culos.

Como faço para participar de cursos que melhorem a minha qualificação para o trabalho?

No momento em que você cadastra seu currí­culo no nosso banco, você estará se habilitando tanto para vagas quanto para cursos de qualificação. O IBDD oferece, através de seu Centro de Desenvolvimento de Competências cursos formatados de acordo com as necessidades das empresas parceiras. Esses cursos são ministrados antes do candidato ser contratado pela empresa e nas regiões onde for feita a seleção. O IBDD já realizou cursos de qualificação, além do Rio de Janeiro (RJ), em São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Sâo Luis (MA), Parauapebas (PA) e Aracaju (SE), dentre outras cidades.



Cadastro no site: oportunidades para empregos

Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência



e-mail: informativo@ibdd.org.br
www.ibdd.org.br

A DEFICIÊNCIA ESTÁ EM QUEM NÃO VER A EFICIÊNCIA

Viciados em internet’ correm mais risco de depressão

Uma pesquisa feita nos EUA revelou que um em cada 25 adolescentes sente uma necessidade urgente de acessar a internet. Além disso, durante o período em que estão desconectados, esses jovens tendem a se sentirem tensos.

Ao todo, 3.560 alunos do ensino médio do estado norte-americano de Connecticut participaram da pesquisa, que mostrou também que os “viciados em internet” correm mais risco de depressão, de serem agressivos e ainda de usarem drogas.

O coordenador da pesquisa, Timothy Liu, diz que “o uso problemático da internet é uma realidade em cerca de 4% dos alunos do ensino médio americano — a prevalência fica com os meninos”.

Os jovens que participaram da pesquisa responderam um questionário com 150 perguntas, incluindo fatos relacionados à saúde, comportamentos de risco e impulsividade.

Ainda de acordo com a pesquisa, muitos dos jovens “viciados em internet” já tentaram diminuir o tempo gasto em frente ao computador, mas não conseguiram
Nesse caso, cada um tira suas conclusoes no que está acontecendo ou que pode acontecer. Acredito que se usar a internet para fins de bons proveitos, nada de errado acontece.

ENSINA OU DA EXEMPLO?

A Abralin (Associação Brasileira de Linguística) defendeu, em nota oficial divulgada nesta sexta-feira (20), o livro didático de Português "Por uma vida melhor", distribuído pelo MEC (Ministério da Educação).

O material foi alvo de polêmica na semana passada, por afirmar, em uma de suas unidades, que se pode dizer "Os livro ilustrado mais interessante estão emprestado" na variedade linguística popular.

A nota da Abralin, assinada pela presidente e professora da UFPR (Universidade Federal do Paraná) Maria José Foltran, afirma que os críticos do livro "não tiveram sequer o cuidado de analisá-lo mais atentamente", e "pautaram-se sempre nas cinco ou seis linhas citadas".

De acordo com Foltran, o material tem como objetivo debater o uso da variação linguística para "ressaltar o papel e a importância da normal culta no mundo letrado". "Nunca houve a defesa de que a norma culta não deva ser ensinada", afirma a nota.

A Abralin ainda ressalta que a linguística "não faz juízos de valor" sobre as variedades da língua, mas que constata que algumas dessas variedades têm "maior ou menor prestígio" entre a sociedade.

Segundo o MEC, o livro está em acordo com os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) --normas a serem seguidas por todas as escolas e livros didáticos. O material, voltado para jovens e adultos, foi distribuído a 4.236 escolas do país.

Heloísa Ramos, uma das autoras do livro, disse que a citação polêmica está num capítulo que descreve as diferenças entre escrever e falar, mas que a coleção não ignora que "cabe à escola ensinar as convenções ortográficas e as características da variedade linguística de prestígio".

quarta-feira, 18 de maio de 2011

CIDADANIA DO IDOSO

João Baptista Herkenhoff

O respeito ao idoso não é um fato natural, nas sociedades capitalistas. Nestas, as pessoas são valorizadas pela capacidade de produzir e consumir. O idoso não “produz”, na visão que as sociedades capitalistas têm do que seja produção. A única “senha” de que dispõe o idoso, para ter o status de “pessoa”, nessas sociedades, é ser “consumidor”.
Estamos mergulhados numa sociedade capitalista. O que fazer então para resguardar um “mínimo ético”, dentro de uma tão desumana forma de organização social?
Creio que a primeira atitude que devemos adotar é a de buscar manter um “nível de consciência” que nos permita discernir com clareza os fatos de cada dia e sobre esses fatos emitir julgamento.
Tenha o idoso, ele próprio, sentimento de auto-estima e valor. A propósito desse tema, como são encorajadores os ensinamentos bíblicos: o Gênesis indica a vida longa como um prêmio concedido por Deus; o Eclesiástico ensina que a experiência acumulada pelo idoso deve ser guia para os jovens; o Livro da Sabedoria sentencia que os cabelos brancos são sinal e virtude dos mais velhos.
Também filósofos e escritores nos ajudam a compreender o significado da Terceira Idade: uma bela velhice é a recompensa de uma bela vida (Pitágoras); saber envelhecer é a obra-prima da sabedoria e uma das partes mais difíceis da grande arte de viver (Amiel); os velhos precisam de afeto, como precisam de sol (Victor Hugo); não respeitar a velhice equivale a demolir de manhã o telhado da casa em que se há de pousar de noite (Karr).
Algumas pessoas encaram a aposentadoria como se esta marcasse o “ponto final” nas atividades produtivas. Quando reagimos dessa forma, fazemos coro à visão capitalista do que seja produzir.
No caso dos magistrados, o assunto é tão sério que atinge a dimensão existencial.
Mas o fato não ocorre apenas com juízes. Advogados, professores, médicos, comerciantes, bancários, jornalistas, funcionários públicos graduados ou modestos, profissionais em geral experimentam a contraditória angústia da aposentadoria.
Conselhos e sugestões de psicólogos e médicos tentam propor estratégias para que o "rito de passagem" ocorra sem traumas.
De minha parte a aposentadoria como juiz de Direito foi sofrida. Desligava-me de um trabalho a que me dediquei com entusiasmo e vocação.
Continuando, entretanto, a exercer o magistério, pude suportar melhor a perda do cargo de juiz. Hoje sou também um professor itinerante. Nesta condição, tenho percorrido o país dando seminários de Cidadania, Ética e Direito.
O caminho que encontrei resultou do conselho de pessoas amigas. Mas não é o único possível.
Muitas coisas extremamente úteis e emocionalmente gratificantes podemos fazer nesta vida, independente disso de estar aposentado ou não. Cada pessoa procurará a rota da felicidade, de acordo com as circunstâncias.

João Baptista Herkenhoff, 74 anos, é Professor da Faculdade Estácio de Sá de Vila Velha (ES), palestrante e escritor. Autor de Mulheres no banco dos réus – o universo feminino sob o olhar de um juiz. Editora Forense, Rio, 2008.
E-mail: jbherkenhoff@uol.com.br
Homepage: www.jbherkenhoff.com.br

É livre a divulgação deste texto, por qualquer meio ou veiculo.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A Resolução nº 128 do CNJ e os direitos humanos das mulheres

A Constituição Federal veda qualquer forma de discriminação, motivo por que é objetivo fundamental da República Federativa do Brasil promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação (art. 5º, IV CRB/88).

Erige à categoria de direito fundamental a isonomia entre homens e mulheres, ao prever que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza (artigo 5º, caput) e, mais especificamente: "homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição" (incisoI).

A par da igualdade meramente formal, tributada aos Estados Liberais, no plano material a desigualdade de gênero impera: no que se refere aos salários, à ocupação de cargos públicos, à direção de empresas.

No Brasil, a concepção de mulher como ser com iguais direitos e obrigações é mera retórica e é dever do Estado lutar para planificar a situação.

Os direitos humanos são um grito dos oprimidos contra a arrogância e a opressão do Poder. Isto porque os mais empobrecidos e os socialmente vulneráveis são os que mais têm o seus direitos básicos desrespeitados. No caso específico, os direitos humanos objetivam a proteção do gênero mais oprimido da sociedade, as mulheres.

A proteção aos grupos sociais mais vulneráveis (mulheres, crianças, idosos, homossexuais, portadores de necessidades especiais) são a tônica da quarta dimensão de direitos humanos.

A face mais odiosa da desigualdade de gênero ocorre no seio da família, onde deveria imperar o amor: a violência doméstica e familiar.

É dever do Estado sua atuação prestacional positiva. Fruto disso, nasceu a Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006, conhecida por Lei Maria da Penha, em tributo à biofarmacêutica do mesmo nome que é símbolo da luta contra a violência doméstica.

A norma busca dar combate à violência doméstica penalizando mais severamente os autores dos crimes contra as mulheres no seio da família ou patente o vínculo familiar, mesmo que fora do recinto do lar. O fator de discrimen da lex gravior é justificável porque as mulheres são grupo socialmente oprimido e prevalece a desigualdade de gênero. Por tal fato, se o homem for vítima de violência praticada por mulher no seio doméstico não se pode falar em violação a direitos humanos, mas tão só em violação de direitos, não se aplicando a Lei 11.340/06.

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A inquirição de testemunhas em audiências criminais. Controvérsias acerca da interpretação do artigo 212 do CPP, com a redação dada pela Lei nº 11.690/2008
Pois bem. O CNJ, buscando dar maior concretude e abrangência à Lei em referência e coibir a violência doméstica, determina aos tribunais, via Resolução 128, de 17 de março de 2011, a criação de Coordenadorias Estaduais das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar no âmbito dos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal.

A intenção do Conselho é garantir os direitos humanos das mulheres na seara das relações domésticas e familiares (art. 1º, § 1º, da Lei nº 11.340/06) e coordenar a elaboração e execução das políticas públicas neste sentido, no âmbito do Poder Judiciário.

Assim, determina aos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal, que no prazo de 180 dias, criem, em sua estrutura organizacional, Coordenadorias Estaduais da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar como órgãos permanentes de assessoria da Presidência do Tribunal.

Não explicita a norma se se trata de uma só Coordenadoria por Tribunal. Ao que tudo indica, o assim será. Entretanto, a nosso sentir, nada obsta a criação de mais de uma nos Estados de maior densidade populacional, volume de demanda e estruturação judiciária, Coordenadorias-Regionais, por exemplo, em cada polo judiciário em que se divide o respectivo Estado, vinculadas à Coordenadoria do Tribunal.

O link das Coordenadorias como órgãos permanentes de assessoria da Presidência do Tribunal é valioso, porque induz à constante vigilância, atenção e responsabilidade do mandatário maior do Judiciário.

fonte: JUS - navigandi

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Embratel e IBDD qualificam pessoas com deficiência para o trabalho

UMA PALAVRA SUBSTITUIDA POR OUTRA JUSTA, EM VEZ DE DEFICIÊNTE É EFICIÊNCIA.



Turma Embratel São Paulo




Turma Embratel Rio

Embratel e IBDD qualificam pessoas com deficiência para o trabalho

A Embratel, uma das maiores empresas de telecomunicações do país, está inovando na inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho. Com a parceria do IBDD, a empresa começou este mês a segunda etapa da qualificação para o trabalho de uma turma de 50 pessoas com deficiência no Rio e em São Paulo.

Com essa iniciativa, a Embratel quebra um padrão de comportamento comum em boa parte das empresas de seu porte, que deixam de cumprir a Lei de Cotas sob a alegação de que as pessoas com deficiência não estão qualificadas para o trabalho. "Uma lei existe para ser cumprida, mas quando se acredita na causa, deixa de ser uma obrigação

quarta-feira, 11 de maio de 2011

CNBB critica decisão do STF e afirma que união entre pessoas do mesmo sexo não pode ser "equiparada à família"

Da Agência Brasil
Em São Paulo

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota hoje (11) sobre a união entre pessoas do mesmo sexo na qual diz que esse tipo de união não pode se equiparar à família. O reconhecimento jurídico da união estável de casais homossexuais foi garantido por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na quinta-feira (5) da semana passada.

“Tais uniões não podem ser equiparadas à família, que se fundamenta no consentimento matrimonial, na complementaridade e na reciprocidade entre um homem e uma mulher, abertos à procriação e educação dos filhos”, diz o comunicado da CNBB, que está reunida em sua 49ª Assembleia-Geral desde quarta-feira (4).

Para os bispos da Igreja Católica no Brasil, a decisão do STF excedeu os limites da “competência” do Poder Judiciário e ameaça a estabilidade da família como instituição. “Equiparar as uniões entre pessoas do mesmo sexo à família descaracteriza a sua identidade e ameaça a estabilidade da mesma”.Apesar de defender a união entre casais héteros como única forma de família, a CNBB afirma que não discrimina os homossexuais. “As pessoas que sentem atração sexual exclusiva ou predominante pelo mesmo sexo são merecedoras de respeito e consideração. Repudiamos todo tipo de discriminação e violência que fere sua dignidade de pessoa humana

Células-tronco regeneram tecidos do pulmão

WASHINGTON, Pesquisadores americanos descobriram células-tronco pulmonares que têm um papel crucial na regeneração dos tecidos do pulmão, revela nesta quarta-feira a última edição do New England Journal of Medicine.

Segundo o Dr. Piero Anversa, principal autor do estudo e diretor do Centro de Medicina Regenerativa do Hospital Brigham and Women, em Boston (Massachusetts), a pesquisa revelou pela primera vez uma célula-tronco pulmonar que tem potencial de oferecer aos que sofrem de enfermindades crônicas do pulmão uma opção de tratamento totalmente nova, regenerando e reparando as partes danificadas.

"Estas células pulmonares são capazes de regenerar-se e de formar estruturas biológicas múltiplas do pulmão, como brônquios, alvéolos e vasos", explicou o médico.

Segundo Joseph Loscalzo, médico do hospital Brigham and Women e co-autor do estudo, estas são as primeiras etapas essenciais para se desenvolver tratamentos clínicos para quem sofre de doenças pulmonares contra as quais não existe nenhum tratamento".

O trabalho, financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, destaca que estudos prévios já mostravam que os cientistas eram capazes de criar células usando células-tronco embrionárias, mas essa célula-tronco foi isolada usando amostras cirúrgicas do tecido de um pulmão adulto.

De acordo com Loscalzo, "é preciso fazer pesquisas mais avançadas, mas estamos empolgados com o impacto que essa descoberta pode ter em nossa capacidade de tratamento".

Terapias celulares em doenças pulmonares têm sido estudadas há tempos porque o pulmão é um órgão extremamente complexo, com uma grande variedade de tipos de células que podem ser renovadas em diferentes níveis.

Doenças pulmonares são a terceira maior causa de mortes nos Estados Unidos, após ataques do coração e câncer, de acordo com o NIH. Seja o primeiro a comentar

Profecia de terremoto assusta moradores de Roma

Uma profecia divulgada na internet informando sobre um suposto terremoto que destruiria Roma nesta quarta-feira, 11, assustou a população da capital italiana. Milhares de pessoas decidiram abandonar a cidade.

Autoridades e sismólogos pediram calma à população e afirmaram que a profecia, que vem sendo divulgada na internet há meses, não passa de uma “lenda urbana”. A previsão do terremoto teria sido feita pelo astrônomo e sismólogo autodidata Raffaele Bendandi (1893-1979).

De acordo com a profecia, o terremoto seria de forte intensidade e destruiria o Coliseu e a Basília de São Pedro. A imprensa italiana informou que pelo menos 15% dos funcionários públicos pediram dispensa nesta quarta.

O chefe da área de abalos sísmicos e riscos vulcânicos da Defesa Civil afirmou que “Roma não está no centro de uma zona de terremoto” e que “a interação sísmica local é limitada à área de Colli Albani (região vulcânica ao norte de Roma). Mauro Dolce disse ainda que a probabilidade de acontecer um terremoto nesta quarta “é a mesma que daqui a um ano ou 100″.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

UMA NOVA OPÇÃO

OBRIGADO POR TER CHEGADO NESTE BLOG DO AMARAL, PEÇO QUE VISITE TAMBEM www.somosirmaosemcristo.blogspot.com/, VOCE TERÁ UMA AGRADAVEL E SATISFAÇÃO CONHECER-LO, QUEM PLANTA BOAS SEMENTES, SEM DÚVIDAS SÓ TEM DE COLHER OS BONS FRUTOS.

A origem do Dia das Mães

Todo segundo domingo de maio as famílias se reúnem para festejar um único membro – a mãe. É dia de almoço especial e presentes, mas muitos não sabem a origem desta tradição. No Brasil, o segundo domingo de maio foi oficializado como o “Dia das Mães” com um decreto do então presidente Getúlio Vargas. Mas é na mitologia que se encontra o primeiro registro de um dia separado para homenagem das mães.

Na entrada da primavera, acontecia o festejo de Rhea, conhecida como a Mãe dos Deuses, justamente por ser a mãe da maior parte dos deuses de primeira grandeza e, claro, de Zeus. Em Roma, a deusa foi conhecida pelo nome de Cibele e os festejos a ela duravam três dias, entre 15 e 18 de maio.

No mundo, a comemoração foi registrada pela primeira vez no século XVII, na Inglaterra, onde era realizada no quarto domingo do mês de maio a Quaresma das mães, o Mothering Day. As operárias ganhavam o dia de folga para preparar para suas mães o “mothering cake”, bolo que marcava a festividade. No século XIX, a compositora Júlia Ward Howe, autora de “O Hino de Batalha da República”, tentou importar a comemoração da Inglaterra para os Estados Unidos, mas foi somente em 1905 que o país aderiu à tradição.

Após a morte da mãe da americana Ana Jarvis, para aliviar o sofrimento dela, suas amigas começaram a preparar uma festa que perpetuasse a memória de sua mãe. Ana quis que a homenagem fosse extendida a todas as mães, vivas ou mortas. Sua ideia era que os laços familiares e o respeito aos pais fossem fortalecidos. A campanha para que o dia fosse instituído no calendário de datas comemorativas do estado de Virgínia Ocidental, onde Ana morava, durou três anos e a primeira celebração oficial aconteceu em 26 de abril de 1910.

Em 1914, o então presidente dos Estados unidos Woodrow Wilson estabeleceu o Dia Nacional das Mães, a ser comemorado em todo segundo domingo de maio. Em um curto espaço de tempo, mais de 40 países aderiram à data comemorativa. A americana também foi responsável pelo fato de os cravos se tornarem a simbologia dessa data. Na primeira missa em homenagem às mães, Anna enviou 500 cravos brancos para a igreja onde a celebração foi realizada. No telegrama enviado junto, ela dizia que as mães deveriam receber duas das flores, porque para Anna a brancura dos cravos simbolizava pureza, fidelidade, amor, caridade e beleza. Nos anos que se seguiram, a americana continuou enviando as flores para a igreja. Depois de algum tempo os cravos passaram a ser vendidos.

O primeiro Dia das Mães no Brasil foi realizado em Porto Alegre pela Associação Cristã de Moços, no dia 12 de maio de 1918, e só foi instituído como data comemorativa em 1932. A Igreja Católica brasileira incorporou o dia ao seu calendário oficial em 1947.

Dia das Mães no Mundo:

2º domingo de fevereiro – Noruega
1º domingo de maio – África do Sul
2º domingo de maio – Estados Unidos, Brasil, Dinamarca, Finlândia, Japão, Turquia, Itália, Austrália e Bélgica
10 de maio – México
4º domingo da Quaresma – Inglaterra
Último domingo de maio – Suécia
2º domingo de outubro – Argentina
1º domingo de maio – Portugal
2 semanas antes do Natal – Iugoslávia

por: Danielle Bezerra - Compartilhe

IBDD e Firjan treinam deficientes intelectuais para o mercado de trabalho

edição nº 157
06/05/2011


IBDD e Firjan treinam deficientes intelectuais para o mercado de trabalho.

O IBDD e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) formaram, na última quinta-feira dia 5, a quinta turma de pessoas com deficiência intelectual para o mercado de trabalho. É o projeto inSERir da Firjan que, em parceria com o IBDD, já formou e treinou 22 pessoas desde 2005.

A idéiia da Firjan é ser um exemplo de inclusão social para o empresariado, provando que o deficiente intelectual é capaz de desempenhar funções profissionais, como todo e qualquer trabalhador. Das 22 pessoas treinadas até agora, 10 foram absorvidas pelo mercado de trabalho, sendo 6 pelas unidades do Sesi e Senai no Rio e em São Gonçalo.

"O Sistema Firjan quer mostrar para os empresários que os deficientes intelectuais podem ser produtivos se tiverem a oportunidade de serem capacitados como nós estamos fazendo junto com o IBDD", afirma Karla Viana, coordenadora do projeto."Para nós do IBDD é uma alegria ter uma Federação de indústrias como parceira nesse projeto, que deve servir como exemplo para romper com o preconceito dos empresários em relação à capacidade profissional dos deficientes", comemora Teresa Costa d'Amaral, superintendente do IBDD.

O IBDD seleciona as pessoas com deficiência intelectual para o projeto da Firjan com base no seu banco de cadastros com mais de 40 mil pessoas em todo o Brasil. Depois de entrevistas de avaliação, elas são encaminhadas e treinadas diretamente pela Firjan durante seis meses nas funções de contí­nuo, office-boy e expedição de documentos, entre outras. Ao final do perí­odo de treinamento, elas são contratadas pela própria Federação ou encaminhadas para outras empresas.

Na cerimônia da última quinta-feira, cinco alunos receberam o certificado de conclusão do curso-treinamento entregue pela diretora regional do Senai e superintendente do Sesi, Maria Lúcia Telles, e pela superintendente do IBDD, Teresa d'Amaral: Fernanda Reis de Souza, Daniel Santos de Araújo, Daniela Cruz Lobo, Joana Meyer e Thiago Pereira da Silva.

Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência

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sábado, 7 de maio de 2011

DIA DAS MÃES, UM OLHAR DE DEUS A CADA MÃE, ELE SABE COMO TRATÁ-LA


TENHAM A MAIOR FELICIDADE DO MUNDO FILHOS (AS)


NA TRISTEZA OU ALEGRIA O QUE VALE É COMPARTILHAR E DIZER QUE O AMOR É INFINITO

sexta-feira, 6 de maio de 2011

STF reconhece união homossexual estável

Após dois dias de julgamento, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu a favor de duas ações que pediam o reconhecimento legal da união entre pessoas do mesmo sexo.

TODOS TEM DIREITO DE VIVER DE FORMA QUE QUIZER, O QUE VIRÁ NO FUTURO? SÓ A BIBLIA PODE NOS FALAR ATÉ POR QUE É O LIVRO MAIS LIDO NO MUNDO E QUE NÃO PODE FALTAR NA BIBLIOTECA GERAL.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

.AS ALEGRIAS DE UM APOSENTADO

Quem tem uma vida de trabalho, sabe o que vale uma aposentadoria.
D:João Baptista Herkenhoff

Nem todas as pessoas reagem da mesma forma diante da aposentadoria. Alguns celebram este fato com alegria, o que me parece muito salutar. Outros recebem a aposentadoria como epílogo, com um certo sofrimento, atitude que não é de forma alguma aconselhável. De minha parte tive um sentimento de vazio quando me aposentei de todo. Senti-me desprovido de uma identidade profissional. Depois superei este sentimento, como vou contar nesta página.
Ao preencher a ficha de um hotel, em Santa Catarina, diante do ítem profissão, acudiu-me a dúvida. Que profissão vou colocar aqui? Juiz aposentado, professor aposentado? Isto não é profissão. A condição de aposentado não desmerece ninguém. Pelo contrario, é muito honroso conquistar uma aposentadoria após décadas de trabalho. Contudo, a situação de aposentado não define uma profissão.
Instantaneamente veio a inspiração e escrevi: Professor itinerante. Não que já fosse realmente um professor itinerante, mas aquela auto-constatação traçou para mim um roteiro pós-aposentadoria: eu seria um professor itinerante.
É isso que tenho sido. Ando a rodar pelo meu Estado e pelo Brasil ministrando seminários e proferindo palestras. Nessa minha itinerância percorri todos os Estados brasileiros, exceto Tocantins e Amapá.
Os temas mais frequentes dos seminários têm sido: Hermenêutica Jurídica e Ética das profissões jurídicas. As palestras isoladas têm abrangido um leque mais vasto de assuntos.
Se o aposentado sentir-se feliz, sorvendo simplesmente a aposentadoria, essa atitude não merece qualquer reparo. Ele fez jus ao que se chama ócio com dignidade (otium cum dignitate).
O pedagogo tcheco Comenius ensina:
“No ócio, paramos para pensar. Ou seja, no ócio paramos externamente para correr no labirinto do autoconhecimento, para investigar nossa condição de seres humanos. Não se trata de passar o tempo, de perder o tempo, mas de penetrar no tempo (no instante eterno) para mergulhar no essencial. Não é tempo perdido, é sagrado e consagrado. Tempo humanizador.”
Usei o verbo no presente do indicativo – Comenius ensina, e não no passado – Comenius ensinou, embora se trate de um escritor morto, porque a sabedoria não morre.
Se quem se aposentou pode desfrutar da aposentadoria serenamente e com espírito livre, numa situação inversa haveremos de ponderar que a aposentadoria não tem de, necessariamente, marcar um encerramento de atividades.
É também saudável continuar trabalhando se essa atividade suplementar traz alegria. O aposentado tem experiência e pode transmitir experiência, o que resulta num benefício para a sociedade.
Triste é constatar que, em algumas situações, a aposentadoria é insuficiente para os gastos da pessoa e de sua família obrigando o aposentado a trabalhar para complementar o parco benefício que lhe é pago. Nestas hipóteses, estamos diante de uma injustiça, de um grande desrespeito ao valor do trabalho e à dignidade da pessoa humana.
Os pífios proventos, que castigam algumas categorias de aposentados, atentam contra a Constituição Federal, pois que esta assegura aos aposentados em geral a irredutibilidade do valor dos benefícios (art. 194, parágrafo único, inciso IV). Sempre que se aumenta a diferença entre o que ganham ativos e inativos agride-se a Constituição na sua letra e no seu espírito. Se nos socorrem os princípios de Justiça Social que alimentam a Constituição, jamais a Administração discriminará o aposentado, mormente no que se refere a proventos. Se alguma diferença devesse ser estabelecida entre ativos e inativos seria para aquinhoar com favorecimento os inativos, uma vez que a idade provecta cria gastos com saúde que normalmente não alcançam os servidores mais jovens.
No meu caso não continuei trabalhando para suplementar renda, mas sim para atender um apelo existencial.
Gosto de viajar, não tenho medo de avião, alegra-me conhecer lugares e pessoas, minha mulher também gosta e aí vamos nós, dois aposentados, desbravando o Brasil.

João Baptista Herkenhoff, 74 anos, Professor da Faculdade Estácio de Sá de Vila Velha (ES), palestrante Brasil afora e escritor. Autor do livro Dilemas de um juiz – a aventura obrigatória (Editora GZ, Rio de Janeiro). E-mail: jbherkenhoff@uol.com.br Homepage: www.jbherkenhoff.com.br

P. S. – É livre a divulgação deste texto, por qualquer meio ou veículo.

PODEMOS ATÉ PERDER O JOGO.

O nosso futebol as vezes ficamos sem entender o que passa nas cabeças dos jogadores e treinadores, fica para cada um responder até por que no Brasil todos são técnicos. O fluminense jogou podendo até perder com diferença de um gol para garantir sua classificação, mas será que a equipe esqueceu e foram jogar achando que deveriam era perder por quaisquer diferençã o jogo e a equipe ser classificada?

quarta-feira, 4 de maio de 2011

IMPORTANTE SABER O QUE SOMOS

Trabalho e vida por

João Baptista Herkenhoff

A obrigação de escrever para jornal, na batida do martelo, oferece uma grande dificuldade, que é a escolha do tema.
Primeira inspiração que tive desta vez foi expressar que estou saturado de burocracia. Comecei estimando a carga de burocracia que tive de aguentar no decurso da existência: a) reconhecimento de firmas e xerox de documentos, em cartório - 1.400; b) prova de que eu sou eu, não sou outro - 300; c) prova de que estou vivo (felizmente estou vivo), não estou morto - 400; d) prova de que tenho idoneidade moral e não respondo a processo criminal - 250; e) prova de residência - 500; f) prova de que sou casado e brasileiro - 200; g) prova de que nada devo ao fisco - 800; h) prova de que não sofro de moléstia contagiosa e de que sou vacinado - 150; i) prova de inscrição na OAB - 100; j) prova de que, depois de tanta burocracia, ainda sou capaz de pensar e escrever, ou seja, não fiquei maluco (esta prova ainda não foi exigida mas, por segurança, arrolei).
Depois de reviver os percalços do labirinto burocrático, fiquei cansado e decidi transferir a redação do artigo para o dia seguinte. Mas no dia seguinte, sábado passado, avaliei que o artigo não ficaria bom. Tinha de partir para outro.
Algumas vezes tenho me valido de datas comemorativas, ou de fatos acontecidos nas proximidades do artigo, para comparecer com meu texto. Essa colaboração, a que estou me referindo, apareceria entre o Dia do Trabalho e o Dia das Mães. Na ausência de fato, a meu juízo, merecedor de interesse público, na segunda quinzena de abril, Trabalho e Maternidade, temas bonitos, eram as balizas que estavam colocadas. Cumpria levar avante a tarefa.
Como iria exaltar o trabalho?
Meditei que a erradicação da pobreza e da marginalização, como previsto na Constituição, é objetivo prioritário dentro de um projeto de Brasil orientado por uma política humanista. Refleti que a Constituição não será cumprida se não se realizarem as condições do humanismo existencial. Como esse humanismo pode presidir nossos destinos? Será indispensável garantir trabalho para todos os brasileiros, fazer do "direito ao emprego" o fundamento da organização social. E mais: assegurar aos trabalhadores os direitos que lhes pertencem, por imposição constitucional e ética.
Esses parágrafos esgotavam o primeiro item do projeto de artigo.
Agora teria de enfrentar a parte mais delicada do texto: a exaltação da Maternidade.
A Mãe é a sede da vida, seja da vida biológica (mãe sanguinea), seja da vida espiritual e afetiva (mãe adotiva).
Exaltar a maternidade é antes de tudo exaltar a vida. É reconhecer, não apenas o direito de nascer, mas também o de viver em plenitude. É proclamar o direito à vida nas mais diversas circunstâncias. Tem valor a vida do que está prestes a se apagar. Vale infinitamente esse pouco de vida porque a vida vale infinitamente. Vale a vida de quem, na aparência, não integraria a sinfonia do Cosmos, atingido por doença que estabeleça uma ruptura de diálogo com o mundo. Vale essa vida como desafio para que com ela nos encontremos.
Em reverência à vida, não podemos concordar com a fome, as exclusões, os holocaustos nacionais ou raciais, o armamentismo, a guerra, a violência em todas as suas formas, a pena de morte.
Puxa vida. Raciocinando sobre o artigo que escreveria, não é que acabei escrevendo o artigo…

João Baptista Herkenhoff é magistrado aposentado, professor da Faculdade Estácio de Vila Velha (ES) e escritor. Autor de Dilemas de um juiz – a aventura obrigatória (Editora GZ, Rio).
E-mail: jbherkenhoff@uol.com.br
Homepage: www.jbherkenhoff.com.br

Carga horária escolar pode aumentar em 160 horas

A carga horária mínima escolar para os ensinos infantil, fundamental e médio no Brasil pode aumentar de 800 para 960 horas anuais. A Comissão de Educação do Senado aprovou nesta terça-feira, 3, o projeto de lei que muda a carga horária. Em caráter terminativo, a matéria segue agora para apreciação da Câmara dos Deputados.

Relator do projeto, o deputado Cyro Miranda (PSDB-GO), determinou que as mudanças só entram em vigor, caso aprovadas, dois anos após sua publicação no Diário Oficial da União, permitindo que as escolas tenham tempo para se adaptar. As 160 horas adicionais devem ser distribuídas pelo período de 200 dias do ano letivo, excluindo os dias dos exames finais, quando estes existirem. Portanto, a carga horária diária final aumentará em 40 minutos.

Uma vez aprovada pelo Congresso e sancionada pela presidente Dilma Rousseff, a nova carga horária passaria a ser obrigatória em todas as escolas brasileiras a partir de 1º de janeiro de 2013.

Reprovação por falta

Também nesta terça-feira, 3, a comissão aprovou um projeto de lei que aumenta de 75% para 80% a frequência mínima para aprovação de estudantes no ensino fundamental. O atestado médico, no caso de afastamento por problemas de saúde, continua garantindo o direito de fazer provas em segunda chamada, mas não abona as faltas imputadas. A proposta também segue para apreciação da Câmara dos Deputados.

Fontes: R7 - Senado aprova lei que aumenta carga horária nas escolas
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segunda-feira, 2 de maio de 2011

NÃO DEVEMOS NUNCA ESQUECER.

edição nº 156



Sitema que ajuda deficiente visual a pegar ônibus sozinho falha em teste de lançamento.

O teste de lançamento do projeto piloto "Mobilidade para Pessoas com Deficiência Visual" da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência em parceria com a Fetranspor e Rio Ônibus, transformou a esperança de independência na locomoção das pessoas com deficiência visual em frustração.

O evento, programado para o Aterro do Flamengo, na última terça-feira, com almoço para os convidados no restaurante Porcão Rio's, incluía uma demonstraçãoo do aparelho desenvolvido para conectar o deficiente visual ao ônibus através de sinal de rádio. A tecnologia já é aplicada em outros estados e envolveu, na fase de desenvolvimento no Rio, consulta a seis deficientes visuais - três cegos e três pessoas com baixa visão.

O sistema funciona com um transmissor portátil onde o deficiente programa a linha de ônibus desejada. Só uma linha pode ser escolhida, limitando as opções e aumentando o tempo de espera no ponto. Quando o ônibus se aproxima, um sinal de alerta é transmitido para o motorista, num aparelho receptor, de que há um deficiente visual esperando. Um alto-falante, no próprio ônibus, anuncia o número da linha para chamar a atenção do deficiente.

Na hora da demonstração, os deficientes visuais "consultores" do projeto, presentes ao evento, foram chamados para testar a nova tecnologia. Mas sequer receberam os novos aparelhos, como estava programado. Apenas um técnico da Fetranspor acionou o aviso sonoro que anuncia a linha do ônibus. Sem que o teste fosse realizado pelos deficientes visuais, a secretária Isabel Gimenes deu seguimento ao evento, perguntando se os convidados tinham dúvidas sobre o sistema.

Os deficientes visuais saí­ram do evento com a sensação de frustração com o projeto e sem data agendada para receberem os aparelhos que lhes foram prometidos. A incerteza aumenta com a indefinição sobre se os aparelhos a serem distribuí­dos para os deficientes visuais terão algum custo ou serão gratuitos.

Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência

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domingo, 1 de maio de 2011

NÃO DEVEMOS NUNCA ESQUECER,.DIA DO TRABALHO OU DA MIMÓRIA

Deus nos deu uma mente perfeita para que nos devemos sempre está ligado com ele, por isso nunca devemos nos esquecer da sua maior importancia em nossas vidas, por tudo que somos e temos, motivo para sempre agradecer, não importa sua situação, só precisa saber por que está assim. Lembre-se que hoje já temos a capacidade de ver os planetas por intermédio de aparelhos, pense agora, se eu vejo o planeta que antes não tinha a noção de sua dimensão, é cláro que para Deus ele ver o que jamais eu conseguirá ver, por isso devemos fazer sempre o bem para Deus está olhando e aprovando. O que você quer que Deus aprove de suas atitudes?.O trabalho faz parte da nossa vida, principalmente quando vivemos dele dignamente.